Author(s): Vilas Boas, Taissa Camelo
Date: 2012
Origin: Oasisbr
Subject(s): Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados; Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados; Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados
Author(s): Vilas Boas, Taissa Camelo
Date: 2012
Origin: Oasisbr
Subject(s): Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados; Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados; Anuro - habitat (Ecologia) - Cerrados
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Ecologia, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, 2012.
Atualmente observa-se um fenômeno global de declínios populacionais e extinção de espécies de anuros. Os padrões de movimentação e uso do espaço (e.g. migração e área de vida) são influenciados por inúmeros fatores que geram consequências fundamentais na organização social das populações. A compreensão desses fatores pode ajudar a entender e a buscar soluções para esses problemas. Nós utilizamos técnicas de marcação-captura-recaptura e carretel de rastreamento para investigar os fatores que afetam a movimentação diária, a área de uso, a migração e o uso do espaço em R. rubescens e R. schneideri na Estação Ecológica de Águas Emendadas, Distrito Federal. Não houve diferença no tempo de permanência na área de estudo entre os sexos, sugerindo a importância de outros fatores para explicar a razão sexual desviada para machos nas populações. As espécies apresentaram fidelidade de sítio, padrão comum observado em anfíbios terrestres. Rhinella schneideri apresentou maior movimentação diária, área de uso e distância de migração do que R. rubescens. A área de uso, porém, esteve relacionada ao tamanho corporal, independentemente da espécie e do número de capturas. A movimentação diária esteve positivamente relacionada ao tamanho corporal e à precipitação do dia anterior além de estar associada à espécie. A segregação espacial esteve relacionada principalmente a condições climáticas distintas do período reprodutivo de cada espécie e a características ambientais, em que Rhinella rubescens reproduziu na estação seca e utilizou principalmente ambientes aquáticos com vegetação e maior profundidade, enquanto R. schneideri reproduziu no início das chuvas e utilizou mais ambientes terrestres e água rasa sem vegetação, próxima às margens. Os resultados indicaram que R. schneideri é mais terrestre e apresenta maior capacidade de dispersão que R. rubescens, o que pode explicar a maior distribuição geográfica da primeira. Apesar das espécies pertencerem ao grupo Rhinella marina, apresentaram padrões diferentes na movimentação e uso do espaço, o que favorece sua coexistência em áreas do Cerrado.