Autor(es):
Silva, Bárbara Gomes
Data: 2020
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Zona Climática Local; Simulação Computacional; Vegetação Intraurbana; Microclimas; Índice PET; ENVI-met; Zona Climática Local; Zona Climática Local; Simulação Computacional; Simulação Computacional; Vegetação Intraurbana; Vegetação Intraurbana; Microclimas; Microclimas; Índice PET; Índice PET; ENVI-met; ENVI-met
Descrição
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2020.
A vegetação contribui para o aumento da sensação de conforto térmico na escala microclimática. Neste sentido, a presente pesquisa demonstra o impacto do aumento da vegetação na promoção do conforto térmico por meio de simulações microclimáticas. O objetivo é analisar a contribuição da vegetação intraurbana na Temperatura Fisiológica Equivalente (Physiological Equivalent Temperature - PET) de diferentes Zonas Climáticas Locais (ZCLs) de três Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal (DF). Os procedimentos metodológicos estão divididos em cinco etapas: na primeira, determina-se como área de estudo as três RAs com maior Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual do DF: Riacho Fundo II – RA XXI, Samambaia – RA XII e Águas Claras – RA XX. Na segunda, realiza-se a classificação das ZCLs com o auxílio do software ArcGIS 10.6.1 e de observação in loco a partir da geometria urbana e das características morfológicas das respectivas áreas. Na terceira etapa, modelam-se dois cenários para cada ZCL com auxílio do software ENVI-met 4.4.4, o cenário original e o cenário com acréscimo de vegetação. Posteriormente, na quarta etapa, simula-se o microclima urbano para três horários do dia (09 h, 15 h e 21 h) para o período climático caracterizado como quente-seco, que tem o mês de setembro como representante deste período e, por fim, na quinta etapa, geram-se gráficos referentes ao parâmetro PET com o auxílio do plug-in Leonardo. Os resultados mostram que o acréscimo de vegetação intraurbana promove a diminuição do grau de estresse fisiológico do pedestre em todos os cenários, o que fica evidente às 15 h. Mais especificamente, observa-se que a implantação da vegetação de forma linear ameniza o desconforto, registrando a redução de até 7o C PET, enquanto nos espaços onde as árvores são dispostas em grupos a amenização é mais suave, de apenas 2,3o C PET. Finalmente, esta pesquisa reforça e comprova o papel das árvores como um recurso para reduzir o calor extremo no contexto urbano, destacando a importância de compreender o clima local no suporte à implementação de estratégias de arborização urbana.
The vegetation contributes to the increase in the sensation of thermal comfort on the microclimate scale. In this sense, this research demonstrates the impact of increased vegetation on promoting thermal comfort through microclimate simulations. The objective is to analyse the contribution of intra-urban vegetation to Physiological Equivalent Temperature of different local climatic zones in three administrative regions (RA) of the Federal District (DF) of Brazil. The methodological procedures have five stages: 1) Choosing the three RAs of the DF as areas of study: Riacho Fundo II - RA XXI, Samambaia - RA XII and Águas Claras - RA XX. 2) Classifying ZCLs with the aid of ArcGIS 10.6.1 software and on-site observation from urban geometry and the morphological characteristics of the respective areas. 3) Modeling two scenarios for each ZCL with the aid of the ENVI-met 4.4.4 software, the original scenario and the scenario with added vegetation. 4) Simulating the urban microclimate for different times of the day (09 h, 15 h e 21 h) for the hot-dry climatic period (September is the month that represents this period) and, finally, 5) Generating maps for the parameter PET with the Leonardo plug-in. Results show that the addition of vegetation decreases the physiological stress for pedestrians in some scenarios, especially at afternoon. More accurately, it is observed that the implantation of vegetation in a linear manner provides more significant easing of discomfort, registering a reduction of about 7o C. In contrast, in spaces where trees are arranged in groups, the easing is smoother, of only 2,3o C. Finally, it is concluded that intra-urban vegetation contributes on a local scale to the thermal comfort of the analyzed ZCLs, especially in the afternoon. Finally, this research reinforces the role of trees as a technology to reduce extreme heat in the urban context and it highlights the importance of understanding the climate to support the implementation of urban afforestation strategies.