Autor(es):
Félix, Eduardo Matos de Paula
Data: 2021
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Lispector, Clarice, 1925-1977 - crítica e interpretação; Metalepse; Dom Quixote (Personagem fictício); Cervantes Saavedra, Miguel de, 1547-1616 - crítica e interpretação; Romance moderno; Literatura espanhola; Lispector, Clarice, 1925-1977 - crítica e interpretação; Lispector, Clarice, 1925-1977 - crítica e interpretação; Metalepse; Metalepse; Dom Quixote (Personagem fictício); Dom Quixote (Personagem fictício); Cervantes Saavedra, Miguel de, 1547-1616 - crítica e interpretação; Cervantes Saavedra, Miguel de, 1547-1616 - crítica e interpretação; Romance moderno; Romance moderno; Literatura espanhola; Literatura espanhola
Descrição
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura, 2021.
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Os romances D. Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, abordam, literariamente, a autonomia que a representação moderna supõe para si mesma. Essa autonomia pode ser descrita nos termos de uma diferença essencial entre o signo e aquilo que ele representa, supondo, assim, e de maneira geral, certa independência entre a linguagem e o mundo. Nem todos os romances modernos tematizam esse fenômeno, e, por conseguinte, os dois textos doravante analisados supõem uma semelhança epistemologicamente profunda, que torna lícito o cotejo analítico entre eles. A partir dela, alguns elementos literários podem ser derivados, afinal; por exemplo, a figura da metalepse mostra-se elementar para constituir a tematização de tal autonomia – segundo o contraste específico que a nossa comparação remata, ao menos –. Assim, nosso estudo vai desde de um aspecto mais geral, da discussão do gênero romanesco, até uma análise histórica e, depois, e mais pontualmente, segue para um diálogo direto entre os dois romances.
The novels D. Quijote de La Mancha, written by Miguel de Cervantes, and The Passion according to G.H., written by Clarice Lispector, adress the modern representation as an autonomous concept. This concept by wich the modern representation is defined could be described as the essential difference between the sign and what it represents, thus assuming also an autonomy between language and world. Not all modern novels thematizes this phenomenon. That’s why those texts we analyse have an resemblance that we could say is deep in an epistemological sense. From this resemblance, some literary concepts are derivaded. For instance, the metalepsis figure appears to be elemetary for the authonomy of the representantion as a modern construct, according to the limits of our comparasion. Thus, our study iniciates by a literaty genre discussion – i.e., the origins of the novel – and an historical analysis; finally, we analyses those two novels in a dialogic way.