Author(s):
Serra, Mônica [UNESP]
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/11449/124137
Origin: Oasisbr
Subject(s): Peixe - Pesquisa; Animais - Comportamento agressivo; Agressividade (Psicologia); Estrategia; Brycon; Aggressive behavior in animals; Peixe - Pesquisa; Peixe - Pesquisa; Animais - Comportamento agressivo; Animais - Comportamento agressivo; Agressividade (Psicologia); Agressividade (Psicologia); Estrategia; Estrategia; Brycon; Brycon; Aggressive behavior in animals; Aggressive behavior in animals
Description
Made available in DSpace on 2015-06-17T19:34:54Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2014-02-26. Added 1 bitstream(s) on 2015-06-18T12:46:48Z : No. of bitstreams: 1 000829795_20160226.pdf: 87068 bytes, checksum: 02c3594051bd069e77737af1e3a48a95 (MD5) Bitstreams deleted on 2016-02-26T14:03:51Z: 000829795_20160226.pdf,. Added 1 bitstream(s) on 2016-02-26T14:04:47Z : No. of bitstreams: 1 000829795.pdf: 551943 bytes, checksum: 2ac50c472881e689c9a900b2ea5bf531 (MD5)
Os confrontos do peixe matrinxã Brycon amazonicus são agressivos e geralmente resultam até mesmo em morte do subordinado. Como é uma espécie bem armada, inicialmente o matrinxã é cauteloso e, com o estabelecimento hierárquico, o dominante progride em ataques até a morte do oponente, mesmo sem este os revidar. Aqui mostramos também que o matrinxã possui alta motivação agressiva mesmo ainda na fase cautelosa da luta. No entanto, esse comportamento agressivo não ocorre sob qualquer contexto. Testamos díades de matrinxãs e observamos que com aumento do espaço disponível os matrinxãs convivem nadando em schooling, com pouca ou nenhuma interação agressiva. Já em espaço reduzido, disputam agressivamente a dominância; entretanto, mesmo que tenha sido definido um dominante, se o espaço disponível aumentar os peixes não ocupam territórios distintos, mas nadam juntos sem interação agressiva. Mais ainda, quando nadam em schooling a distância entre os peixes da díade é menor do que a distância máxima que deflagra ataques quando os peixes estão em uma arena menor. Ou seja, não é a distância entre os peixes que deflagra a agressividade, e sim o tamanho do espaço físico disponível ao redor. Portanto, o matrinxã modula sua estratégia de interação com coespecíficos de acordo com o espaço disponível, que provavelmente sinaliza a disponibilidade de recursos para a espécie dado seu habitat natural. No rio Amazonas, os regimes de cheia e seca formam lagoas temporárias, onde os peixes podem ficam restritos. Nesse ambiente de recursos escassos, eliminar o competidor é uma boa estratégia, e características intrínsecas da espécie dão a ela ferramentas que justificam esse tipo de estratégia. Já quando há espaço e recursos disponíveis permanecer em grupo, sem disputas agressivas, favorece a proteção dos matrinxãs contra predadores