Author(s):
Santos, Fernando Brandão dos [UNESP]
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/11449/124859
Origin: Oasisbr
Subject(s): Canto; Fala; Espétaculo; Tragédia grega; Canto; Canto; Fala; Fala; Espétaculo; Espétaculo; Tragédia grega; Tragédia grega
Description
Made available in DSpace on 2015-07-15T18:27:51Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2011
No presente estudo, destacamos como a estrutura da poesia trágica em partes cantadas e dialogadas resulta num grande espetáculo dominado pela palavra. Nos cantos corais e nos cantos de ator, os estados emocionais são marcados pelo viés da tradição do dialeto dórico. Nos diálogos, o ritmo próximo da fala quotidiana, em dialeto ático, acelera os acontecimentos em cena, põe em ação e movimenta o que Aristóteles depois vai chamar de “ação”. O resultado da mescla de tradição e novidade, de canto e fala, de dança e gestos, é um espetáculo contendo mito e “realidade”, poesia e retórica, entre outras dicotomias, em que o poder da linguagem é colocado em cena. Na tragédia, então, a palavra em todos os seus modos de expressão é o espetáculo a ser visto e ouvido. Assim, a tragédia grega insere-se numa longa tradição iniciada pela poesia oral homérica e anuncia o estabelecimento da filosofia.
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Lingüística, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, Araraquara, Rodovia Araraquara-Jaú, km1 sem número, Campus, CEP 14800-901, SP, Brasil
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Lingüística, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, Araraquara, Rodovia Araraquara-Jaú, km1 sem número, Campus, CEP 14800-901, SP, Brasil