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O consumismo exacerbado, produzido pela industrialização nas últimas décadas, tem causado um crescente aumento de resíduos sólidos em todo o mundo. Este problema gera outros, tais como: esgotamento da capacidade de suporte dos lixões ou aterros, condições sub-humanas de trabalho (acarretando em danos à saúde dos catadores dos lixões) e diminuição da qualidade de vida da população em geral. Uma das maneiras de solucionar esta questão é mediante a conscientização das comunidades. Neste projeto enfocou-se as crianças, que são despertadas a agirem como agentes transformadores de opinião, levando os novos conhecimentos para suas famílias. As mudanças ocorridas pelo processo de aprendizagem, se bem trabalhadas pelos educadores, deverão ser permanentes. Com vista à formação de gestores ambientais mirins, iniciou-se um trabalho de educação ambiental com crianças de uma escola municipal de ensino fundamental, localizada em um bairro carente da periferia da cidade de Rio Claro. Além da consciência ecológica também é objetivo deste projeto trabalhar com as crianças a tolerância e a compreensão das diferenças e barreiras existentes entre os indivíduos. As aulas são semanais e ministradas em uma hora e meia, iniciando-se com uma atividade física musical seguida de uma dinâmica, na qual é utilizado um dado com frases incentivadoras de atitudes cooperativistas, logo após há uma parte elaborada semanalmente que engloba discussões sobre meio ambiente, trabalhos em grupo, atividades artísticas e audiovisuais, levando as crianças a vivenciar experiências transformadoras de conhecimentos. As aulas são desenvolvidas de maneira a buscar abordagens distintas daquelas encontradas na maioria das escolas. Além disso, as atividades visam direcionar os participantes a atingirem sua autonomia, estimulando suas decisões sobre a continuidade e o resultado das tarefas a eles apresentadas. As atividades desenvolvidas pelo projeto são realizadas nos horários inversos ao do período escolar trabalhando com dois grupos de alunos nos períodos matinal e vespertino, correspondendo assim a uma atividade extracurricular para as crianças. Os trabalhos ocorrem em uma biblioteca comunitária externa a área da escola. As crianças após participarem do projeto demonstram maior cuidado com o meio em que habitam, pois questionam sobre os materiais existentes nos terrenos baldios, além de apresentarem curiosidade sobre a composição dos produtos industrializados que eles utilizam em sua rotina. Outro fator comprovado na aprendizagem foi à alteração do comportamento, antes agressivo, indisciplinado ou apático, tornando-se mais atento, carinhoso, confiante e participativo.
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências (IBRC)
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Departamento de Bioquímica e Microbiologia, nstituto de Biociências (IBRC)