Autor(es):
Santos, Lucas Albuquerque Matias [UNESP]
Data: 2018
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/11449/155591
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Berio, Luciano 1925-2003 Crítica e interpretação Cries of London; Musica vocal; Linguística; Musica - Analise, apreciação; Vocal music; Berio, Luciano 1925-2003 Crítica e interpretação Cries of London; Berio, Luciano 1925-2003 Crítica e interpretação Cries of London; Musica vocal; Musica vocal; Linguística; Linguística; Musica - Analise, apreciação; Musica - Analise, apreciação; Vocal music; Vocal music
Descrição
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Apesar da prolífica produção de obras vocais, sejam para voz solista, como Sequenza III (1965), ou outras formações, como Sinfonia (1968), ambas significativas no catálogo composicional do século XX, outras obras vocais de mesmo potencial criativo são pouco executadas e/ou pesquisadas. Nessa situação encontram-se, dentre tantas, Cries of London (1976) para oito vozes (SSAATTBB), que tem base em suas experiências com a música de Folksongs (1964), e em gravações de comerciantes de feiras na Sicília (BERIO e VARGA, 1985, p.149). Esta obra do século XX apresenta a mesma temática praticada na Renascença por compositores como Thomas Ravenscroft (Cries of London) e Clément Janequin (Les Cris de Paris). Neste trabalho, analisamos aspectos relevantes do entrecruzamento do texto em cada um dos sete madrigais, nos seus diversos níveis (do fonético à sentença), e a música. Realizamos uma revisão bibliográfica, na qual levantamos todas as entrevistas disponíveis (Berio e Dalmonte, 1981; Berio e Varga, 1985), entre outras fontes, para nortear esse trabalho. Também procuramos pesquisas sobre outras obras vocais de Berio, principalmente anteriores à década de 70. Dentre as ferramentas extramusicais, usamos a linguística de Saussure (2014) e Jakobson (2010). No aspecto puramente musical, o nível textural se mostrou o mais relevante para a análise e interlocução com a linguística