Autor(es):
Pereira, Jamile Silva [UNESP]
Data: 2018
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/11449/156521
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza; Ecologia; Unidades de conservação; Mapeamento ambiental; Hotspots; Biodiversidade; Urbanização; Reservas indígenas; Parque Estadual do Jaraguá (SP); São Paulo (SP); Mata Atlântica; Brasil; Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza; Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza; Ecologia; Ecologia; Unidades de conservação; Unidades de conservação; Mapeamento ambiental; Mapeamento ambiental; Hotspots; Hotspots; Biodiversidade; Biodiversidade; Urbanização; Urbanização; Reservas indígenas; Reservas indígenas; Parque Estadual do Jaraguá (SP); Parque Estadual do Jaraguá (SP); São Paulo (SP); São Paulo (SP); Mata Atlântica; Mata Atlântica; Brasil; Brasil
Descrição
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A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do Brasil, que se estendia por toda a costa brasileira, vem sofrendo diversos tipos de degradação, o que resultou em sua classificação como hotspot de biodiversidade. Seus remanescentes, representados atualmente por fragmentos com tamanho reduzido, baixa conectividade e elevado efeito de borda, mantém ainda áreas expressivas sob proteção, incluídos na Reserva da Biosfera e em diversas categorias de Unidades de Conservação (SNUC, 2000). Na cidade de São Paulo, um dos locais em que a degradação ocorre de forma direta devido à grande expansão urbana, esses fragmentos estão intrinsecamente ligados às mudanças antrópicas, sofrendo seus impactos. Para compreender o efeito das mudanças associadas à expansão urbana de uma metrópole, selecionamos o Parque Estadual do Jaraguá (PEJ) como área de estudo. O PEJ foi protegido há mais de cinquenta anos e, desde então seu entorno vem se modificando para dar espaço à urbanização. Neste estudo, utilizamos dados provenientes de mapas e imagens de satélite, Plano de Manejo do PEJ, documentos oficiais e artigos científicos, cobrindo um período de aproximadamente quarenta anos. Ao se avaliar o interior do PEJ, observamos que a vegetação do mesmo não apresentou mudanças significativas, apresentando cerca de 90% de cobertura arbustiva/florestal e 12% de cobertura vegetal aberta para todo o período analisado. Quanto ao entorno próximo, o mesmo sofreu diversas mudanças, efeitos positivos e negativos. Um declínio da cobertura vegetal aberta de 44% na década de 1970, para 14% em 2010, cedendo espaço à área construída (aumento de 28% para 61%) e cobertura arbustiva/florestal (14% para 21%) é visível. A agricultura perfazendo 10% em 1962 extinguiu-se em 2010, em oposição a atividade de mineração inexistente, passou a 0,6% para o último período. O PEJ demonstrou papel relativamente estreito no bloqueio a essas mudanças...