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O alto e o baixo na arquitetura

Author(s): Zim, Aline Stefânia

Date: 2020

Origin: Oasisbr

Subject(s): Arquitetura comparada; Formalismo russo; Estranhamento; Sistemas de classificações; Arquitetura comparada; Arquitetura comparada; Formalismo russo; Formalismo russo; Estranhamento; Estranhamento; Sistemas de classificações; Sistemas de classificações


Description

Submitted by Rivea Bispo (rivea.barros@uniceub.br) on 2020-11-24T12:38:45Z No. of bitstreams: 1 O ALTO E O BAIXO NA ARQUITETURA.pdf: 5930355 bytes, checksum: 127f01eeafb2c436fa0774aae14706bf (MD5)

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O problema central da tese “O alto e o baixo na arquitetura” é desenvolvido a partir do estranhamento dos sistemas de classificações. O suporte categórico vem do Formalismo russo, movimento que revolucionou a Teoria Literária na segunda década do século XX. Sugerem-se dois conceitos fundamentais, o da automatização da linguagem e o de estranhamento sobre o sistema de classificações, que serão a base para formar a constelação categórica entre os estudos de caso, os recursos da arquitetura e os recursos da Teoria Literária. A partir da problematização central, apresenta-se uma análise dos gêneros que põe em visão panorâmica as dicotomias convencionadas em torno da verdade e representação, dos recursos de elevação e rebaixamento, do popular e erudito, dos sagrados e profanos, da beleza e da feiura. Os conceitos são direcionados às contradições e tensões inerentes ao objeto arquitetônico, questionando-se as verdades por trás das convenções estabelecidas. Os estudos de caso compreendem uma cadeia genética que é o fio condutor da tese e que dará sentido à constelação categórica. Cronologicamente, o movimento inicial foi dado por Dismaland, sendo o primeiro objeto a ser estranhado. Criou-se então a seguinte estrutura hipotética: a instalação parodia o best-seller “Disney” que se sustenta pelo gosto popular (kitsch), sendo um gênero menor que imita o elevado. O elevado é representado pelo castelo da Baviera, uma estilização dos castelos medievais. Mais do que estudar a perspectiva da arquitetura como expressão renegada, estudam-se os gêneros e as espécies renegadas. Ao questionar-se as classificações dentro dos sistemas arquitetônicos, questionam-se os critérios que definiram os exemplares e os renegados. O olhar particular pode revelar, além da realidade aparente, a realidade oculta. O conceito de aparência, nesse sentido, dialoga com a ideia da beleza aparente como verdade. Estudar a arquitetura no sistema das artes é um meio de elevar algo que foi rebaixado, deixando o objeto em si em segundo plano, assim como estudar os “renegados” na arquitetura pode, igualmente, deslocar o foco do objeto para o sistema que o envolve. Diante dessa contradição, o trabalho sugere dois movimentos: a visão panorâmica do sistema de convenções e classificações da arquitetura e a visão particular de determinadas obras como chaves hermenêuticas de interpretação desse mesmo sistema que as compõem. Em outras palavras, a sinédoque: ver a parte no todo e o todo no fragmento. Admitindo-se que a Literatura Comparada pode contribuir fundamentalmente para o desenvolvimento da disciplina de “arquitetura comparada”, propõese o deslocamento de alguns dos recursos de elevação e de rebaixamento da literatura para objetos arquitetônicos. Estudam-se os recursos e gêneros da dissimulação, ou seja, do disfarce e do ocultamento da verdade. Quem ri de quem? Quem parodia e quem é parodiado? São perguntas que permeiam o texto na tentativa de revelar os agentes ocultos, disfarçados pelos recursos de automatização da experiência e de supressão da linguagem.

Document Type Doctoral thesis
Language Portuguese
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