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Uma cidade nómada? O Ger e as periferias de Ulaanbaatar

Author(s): Sarmento, João Carlos Vicente

Date: 2026

Persistent ID: https://hdl.handle.net/1822/103395

Origin: RepositóriUM - Universidade do Minho

Project/scholarship: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/Avaliação UID 2023/2024/UID/00736/2025/PT;

Subject(s): Cidade; Mongólia; Ulaanbaatar; Ger; Nomadismo; Ciências Sociais::Geografia Económica e Social; Reduzir as desigualdades


Description

[Excerto] Outrora associados quase exclusivamente aos povos nómadas da Ásia Central, os yurts tornaram-se, um pouco por toda a Europa e América do Norte, símbolos de simplicidade, liberdade e de um modo de vida sustentável. Estas habitações portáteis surgem cada vez mais em projetos de glamping e de ecoturismo, sendo promovidas como alternativas à vida urbana e moderna e enquadradas em paisagens alegadamente intocadas. Embora os termos yurt e ger sejam frequentemente utilizados de forma equivalente, referem-se a estruturas ligeiramente diferentes. Arquitetonicamente, a principal distinção reside na cobertura. Um ger mongol possui um perfil abobadado sustentado por dois postes centrais, enquanto o yurt da Ásia Central apresenta geralmente uma cobertura mais pontiaguda e frequentemente dispensa apoios internos. Em toda a Ásia Central, desde a Turquia até ao Cazaquistão e ao sul da Rússia, os yurts continuam a ser comuns. Na Mongólia, contudo, a habitação tradicional é o ger, sendo a palavra yurt raramente utilizada. Mais ainda, o ger continua a ser a forma dominante de habitação em todo o interior rural da Mongólia, sendo que mais de noventa por cento da população rural continua a viver nestas habitações circulares revestidas a feltro, cuja portabilidade as tornou perfeitamente adaptadas a séculos de nomadismo pastoril.[...]

[Excerpt] Once associated almost exclusively with the nomadic peoples of Central Asia, yurts have become, across Europe and North America, fashionable symbols of simplicity, freedom and sustainable living. These portable dwellings increasingly appear in "glamping" resorts and eco-tourism developments, marketed as alternatives to modern urban life and set against supposedly pristine landscapes. Although the terms yurt and ger are often used interchangeably, they refer to slightly different structures. Architecturally, the principal distinction lies in the roof. A Mongolian ger has a domed profile supported by two central posts, while the Central Asian yurt generally has a more pointed roof and often dispenses with internal supports. Across Central Asia, from Turkey to Kazakhstan and southern Russia, yurts remain common. In Mongolia, however, the traditional dwelling is the ger, and the word yurt is rarely used. Furthermore, the ger remains the dominant form of housing across the Mongolian countryside. More than ninety per cent of the rural population still lives in these circular felt dwellings, whose portability made them perfectly adapted to centuries of pastoral nomadism.[...]

Document Type Other
Language Portuguese
Contributor(s) Universidade do Minho
CC Licence
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