Author(s):
Zúniga, Arlen Lizeth Gutiérrez
Date: 2022
Persistent ID: https://hdl.handle.net/1822/84562
Origin: RepositóriUM - Universidade do Minho
Subject(s): Betão de cânhamo; Bagaço de cana-de-açúcar; Cinza de bagaço de cana-de-açúcar; Durabilidade; Hemp concrete; Sugarcane bagasse; Sugarcane bagasse ash; Durability; Engenharia e Tecnologia::Engenharia Civil
Description
O “betão de cânhamo industrial”, muito estudado nos últimos anos, tem se tornado uma alternativa viável para as demandas atuais, sendo um material de construção com bom isolamento térmico e acústico e oferecendo a vantagem de ser uma opção mais sustentável do que o betão convencional. No entanto, uma de suas principais limitações ainda é a ausência de um traço padrão internacional que permita a sua utilização, o que acaba por afetar a sua utilização a larga escala. O bagaço de cana-de-açúcar é um resíduo agrícola disponível em grande abundância mundialmente (são produzidas cerca de 1.890.000.000 Ton./ano de cana-de-açúcar). A cana processada gera, em massa, de 25 a 30% de bagaço de cana-de-açúcar, o que perfaz cerca de 470 milhões de toneladas por ano. Propõe-se, então, a combinação do “betão de cânhamo” com o bagaço de cana-de-açúcar, resultando num compósito híbrido. Este estudo teve como objetivo testar diferentes formulações para avaliar o seu desempenho em função das propriedades mecânicas e confirmar a integridade do novo compósito, em quanto a durabilidade, com adição de aglutinantes como a cal hidratada, o pó de tijolo e a cinza de bagaço de cana-de-açúcar. A mistura das duas fibras incrementou num 16.28% a resistência mecânica do material, verificando-se que o bagaço de cana preenche os espaços vazios entre as aparas de cânhamo. Relativamente à quantidade de ligante, também se confirma os resultados de outros estudos apenas com cânhamo, de melhores rendimentos com proporção 70 a 75%, em massa, na composição. As misturas com presença de BCA-CIBCA (bagaço de cana de açúcar-cinza de bagaço de cana de açúcar) numa proporção do 25% tiveram melhor desempenho nos ensaio de durabilidade como simulação de chuva, gelo e desgelo. No caso da degradação biológica as mistura com ligantes de Cal hidratada e só em combinação com CIBCA foram resistente ao a degradação por fungos comum para madeira como o Penicillium chrysogenum.