Author(s):
Gaudêncio, Susana Cristina Moura ; Baraona, Isabel ; Leitão, Catarina ; Romana, Ana J.
Date: 2023
Persistent ID: https://hdl.handle.net/1822/91053
Origin: RepositóriUM - Universidade do Minho
Subject(s): Edição independente; Edição de autor; Livros de artista; Protesto; Humanidades::Artes
Description
Talvez o primeiro artista a pensar a publicação como protesto tenha sido Goya, ao criar Desastres de guerra, que gravou entre 1810 e 1820, sobre as invasões napoleónicas. Goya faleceu em 1828 e só em 1863 a obra foi publicada, devido ao carácter explicito e anti-heroico, com uma tiragem de mais de mil exemplares da série completa. O título da obra manuscrito pelo autor é Fatales consequencias de la sangrenta guerra em España com Buonaparte. Nas artes visuais só voltamos a encontrar a publicação como protesto 100 anos mais tarde nos manifestos publicados pelas vanguardas no início do século XX, com as “palavras em liberdade” de Marinetti (Manifesto Futurista, 1909) defendidas num tom polémico e revolucionário.