Author(s):
Peixoto, Fernanda Arêas ; Simões, Júlio Assis
Date: 2003
Origin: Oasisbr
Subject(s): Revista de Antropologia; ciências sociais no Brasil; estudos de comunidade; mudança cultural; Revista de Antropologia; social sciences in Brazil; community studies; cultural change; Revista de Antropologia; Revista de Antropologia; ciências sociais no Brasil; ciências sociais no Brasil; estudos de comunidade; estudos de comunidade; mudança cultural; mudança cultural; Revista de Antropologia; Revista de Antropologia; social sciences in Brazil; social sciences in Brazil; community studies; community studies; cultural change; cultural change
Description
This article discusses the intellectual context pertaining to the period of the founding and first decade of existence of the Revista de Antropologia. Attention is given to the growing importance of university-based production in the social sciences at the time, as areas of specialization and sectors of knowledge are defined. A reexamination of articles, book reviews and commentaries - which are seen to reflect a general interest in exploring possibilities of the anthropological investigation of "complex societies" - allows for an effort to outline a set of questions relating to "cultural change", one of the major themes of the period. This study presents clear evidence of collaborative efforts involving sociologists and anthropologists, as well as of disputes within and between their respective disciplines and institutional niches. Ideas pertaining to the so-called polarized relations, so often emphasized, involving university disciplines and institutions in the social sciences of São Paulo during this period, can be fruitfully reconsidered on the basis of the material here presented.
O artigo busca situar o contexto intelectual da criação e dos primeiros dez anos de existência da Revista de Antropologia, em que ganha destaque a emergente produção universitária de ciências sociais, no interior de um movimento de delimitação e especialização de áreas e setores do conhecimento. A partir da releitura de artigos, resenhas e comentários ali publicados - tendo em comum o questionamento das possibilidades da investigação antropológica das "sociedades complexas" -, delineou-se um mapa das questões relacionadas à "mudança cultural", então em voga, no qual ressaltam tanto a colaboração entre sociólogos e antropólogos como os embates entre e dentro de cada disciplina, em seu(s) respectivo(s) nicho(s) institucional(ais). A análise esboçada aponta a importância de qualificar a polarização, tão freqüentemente realçada, entre disciplinas e instituições universitárias nas ciências sociais em São Paulo nesse período.