Author(s):
Santos, Luís M.
Date: 2013
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/173176
Origin: Repositório Institucional da UNL
Subject(s): Recepção; Bailado; Ballets Russes; I República portuguesa; História da música em Portugal; Modernismo; Recepção; Recepção; Bailado; Bailado; Ballets Russes; Ballets Russes; I República portuguesa; I República portuguesa; História da música em Portugal; História da música em Portugal; Modernismo; Modernismo
Description
PEst-OE/EAT/UI0693/2014 SFRH/BD/78980/2011
A passagem por Lisboa dos Ballets Russes de Sergei Diaghilev no final do ano de 1917 constituiu indubitavelmente um momento marcante para a vida cultural portuguesa. De facto, o entusiasmo pelos espectáculos que aquela companhia de bailados realizou na capital do País esteve na origem de todo um conjunto de reflexões e criações artísticas da parte de várias figuras — intelectuais e artistas — de um modo ou outro associadas ao primeiro modernismo português, como são os casos, entre outros, de José de Almada Negreiros, Amadeu de Sousa Cardoso, José Pacheco, António Ferro e Rui Coelho. Verifica-se, com efeito, que a temática dos Ballets Russes era uma referência fundamental nos discursos das individualidades ligadas às correntes modernistas desse período. A presente comunicação propõe-se, por meio da análise do discurso crítico produzido na imprensa periódica generalista e especializada, considerar a recepção dos Ballets Russes em Lisboa, em particular as ideias veiculadas no debate suscitado nessa ocasião. Este estudo assume como objectivo primordial a identificação dos conceitos que estavam em jogo nos discursos sobre as artes, especialmente a música, explorando possíveis dissemelhanças ao nível dos usos e significados associados, no sentido de melhor conhecer as diferentes perspectivas sobre o modernismo nas artes e de localizar as posições dos diversos intervenientes. Pretende-se, deste modo, fornecer um contributo não só para o enquadramento deste episódio no âmbito da vida cultural lisboeta no período da I República, mas também para a compreensão do diálogo inter- artes no contexto do primeiro modernismo português.