Author(s):
Pato, Pedro Alexandre Melo de Oliveira
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/17463
Origin: Repositório Institucional da UNL
Subject(s): Análise de ciclo de vida; Cimento; Desempenho ambiental; Cradle-to-gate; Inventário do ciclo de vida; Avaliação de impacte ambiental; Análise de ciclo de vida; Análise de ciclo de vida; Cimento; Cimento; Desempenho ambiental; Desempenho ambiental; Cradle-to-gate; Cradle-to-gate; Inventário do ciclo de vida; Inventário do ciclo de vida; Avaliação de impacte ambiental; Avaliação de impacte ambiental; Domínio/Área Científica::Engenharia e Tecnologia::Engenharia do Ambiente; Domínio/Área Científica::Engenharia e Tecnologia::Engenharia do Ambiente; Domínio/Área Científica::Engenharia e Tecnologia::Engenharia do Ambiente
Description
O cimento é o material de construção mais utilizado na edificação de estruturas. A sua produção compreende um consumo material e energético muito significativo que se traduz numa contribuição igualmente relevante para a deterioração do ambiente. A presente dissertação consistiu na aplicação da abordagem de ciclo de vida ao processo de produção de dois tipos de cimento – CEM I 42,5 e CEM II 32,5 – com a finalidade de calcular o impacte ambiental de cada um e comprovar o desempenho ambiental superior do segundo. A análise do ciclo de vida foi desenvolvida de acordo com uma abordagem cradle-to-gate, segundo os requisitos das normas ISO 14040 e 14044 e da Norma Europeia 15804/2012. Os dados utilizados são específicos do processo de produção de cimento na fábrica de cimento Secil-Outão. Os resultados dos inventários do ciclo de vida demonstraram que, decorrente da utilização de uma maior quantidade de clínquer no seu fabrico, o CEM I 42,5 exige um maior consumo de matérias-primas naturais e de energia, tanto elétrica como térmica. O CEM II 32,5 apresenta consumos materiais e energéticos inferiores ao cimento do tipo I, devido a uma taxa de incorporação de clínquer mais baixa, mas compreende um consumo de matérias-primas secundárias mais alto. Em relação aos fluxos de saída, o CEM I 42,5 é responsável por níveis de emissão de CO2, PM10 e outros poluentes superiores aos do CEM II 32,5, em consequência do consumo elevado de combustíveis. A produção do cimento do tipo I é responsável por uma maior contribuição para a ecotoxicidade de sistemas marinhos e terrestres e para a deterioração da saúde pública, através da emissão de metais pesados, e para o agravamento das alterações climáticas, devido às emissões de CO2. A produção do cimento do tipo II apresenta um menor impacte ambiental e, por isso, um desempenho ambiental superior.