Author(s):
Jorge, Vítor Manuel de Oliveira
Date: 2018
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/65429
Origin: Repositório Institucional da UNL
Project/scholarship:
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/UID%2FHIS%2F04209%2F2013/PT;
Subject(s): pensamento crítico; neoliberalismo;; pós-neoliberalismo; pensamento crítico; pensamento crítico; neoliberalismo;; neoliberalismo;; pós-neoliberalismo; pós-neoliberalismo
Description
UID/HIS/04209/2013
Como é bem sabido, nos anos 30 do século XX, o pensamento capitalista começou a desenvolver novas possibilidades de resolver as “crises” intrínsecas ao seu sistema. Uma dessas possibilidades foi a neoliberal, hoje dominante. Trata-se de uma forma inédita de concentração do capital, cuja modalidade mais recente impôs a “austeridade” e a ideologia culpabilizante da “dívida” a partir de entidades superiores aos estados, para, basicamente, extorquir às populações os seus rendimentos, concentrando os benefícios numa minoria. Como imaginar uma solução para tão sistémico e globalizado problema? Não existe “uma” solução; essa inexistência é precisamente uma das características deste fenómeno: o fechamento do horizonte das alternativas. A “democracia” é hoje, onde é praticada, e basicamente, um modelo de gestão corrente, sobrevoado a um nível global por uma ideologia que é anti-comunitária. Mas existe ainda a possibilidade de pensar, de dialogar, e de criar momentos e ocasiões de contra-hegemonia, tentando recuperar a ideia do que seria uma sociedade voltada para o bem comum, em vez do lucro individual.