Author(s):
Amaral, António
Date: 2018
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.6/7035
Origin: uBibliorum
Subject(s): Simone Weil; Trabalho; Condição Humana; Fé e Razão; Filosofia Grega - Cristianismo; Emancipação Social; Simone Weil; Simone Weil; Trabalho; Trabalho; Condição Humana; Condição Humana; Fé e Razão; Fé e Razão; Filosofia Grega - Cristianismo; Filosofia Grega - Cristianismo; Emancipação Social; Emancipação Social
Description
Marcada pela urgência de uma experiência mística traduzida em acção intelectual e política, num esforço de síntese que ainda hoje surpreende aqueles que contactam com o seu pensamento, Simone Weil manuseia os conceitos gregos de logos (palavra) e arithmos (número) como chave comum para reflectir sobre a dimensão humana do trabalho, unindo no mesmo horizonte de compreensão o contributo racional da tradição grega e o acicate revelacional da tradição cristã. Tal como o logos que deflagra no famoso Prólogo do Evangelho joanino tanto pode ser lido como “verbo” no sentido performativo ou como “mediação” no sentido matemático, da mesma forma o reencontro de Orestes e de Antígona, na dramaturgia de Sófocles, pode ser lido, em feed-back analógico, como símile simbólico do reencontro da alma humana com Cristo. O pensamento de Simone Weil opera criativamente com um complexo e desafiante método hermenêutico na base do qual experiências culturais aparentemente longínquas e diversas se entrelaçam numa original urdidura reflexiva sobre a condição humana.