Author(s):
Chorão, Raquel Monteiro Aires de Sá
Date: 2008
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.6/759
Origin: uBibliorum
Subject(s): Biomarcadores; Pneumonia - Biomarcadores; Biomarcadores - Procalcitonina - Sépsis; Biomarcadores; Biomarcadores; Pneumonia - Biomarcadores; Pneumonia - Biomarcadores; Biomarcadores - Procalcitonina - Sépsis; Biomarcadores - Procalcitonina - Sépsis
Description
No amplo espectro das patologias infecciosas, a pneumonia é uma das causas mais frequentes de consulta; a taxa de incidência anual de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) varia de 2,6 a 13,4 casos por 1000 habitantes, sendo a taxa maior nos extremos de idade e as taxas de mortalidade variam entre 1 e 50% consoante o local de tratamento. O doente com PAC pode apresentar-se com um quadro localizado, de pouca gravidade, respondendo eficazmente à terapêutica, ou com envolvimento sistémico, de prognóstico potencialmente fatal caso não seja instituída a antibioterapia rapidamente. Na abordagem inicial, o clínico deve obter todos os dados que lhe permitam tomar uma das decisões com maior influência no prognóstico, ou seja o local de tratamento – ambulatório, enfermaria ou unidade de cuidados intensivos. Actualmente os testes diagnósticos rápidos constituem uma das ferramentas mais importantes para a instituição precoce da antibioterapia, idealmente dentro de 4 horas após entrada no hospital. Os métodos de diagnóstico clássicos não permitem obter resultados nesse período, e apesar de sensíveis, são pouco específicos para infecção. O uso de biomarcadores mais específicos providencia uma nova abordagem das infecções, nomeadamente na estimativa da gravidade, necessidade de instituir tratamento e no prognóstico. A procalcitonina (PCT) é um dos biomarcadores mais recentes, estando elevada nos processos inflamatórios sistémicos de etiologia bacteriana, e apresentando uma cinética com implicações prognósticas. Este trabalho é uma análise de alguns estudos que avaliaram a aplicabilidade da determinação da PCT na PAC, a nível do diagnóstico, do tratamento e do prognóstico. Foi feita uma revisão bibliográfica de artigos em inglês, português e espanhol, publicados entre 1990 e 2008, através de motores de busca (Google e Pubmed), complementando com o recurso a tratados de medicina. A análise da informação recolhida revela que a utilidade da PCT como guia da antibioterapia e marcador do prognóstico e da gravidade na PAC está bem estabelecida; no entanto para o seu diagnóstico os dados não estabelecem com segurança a sua importância. Para o futuro aguardam-se novos estudos que incidam em outros marcadores, e na associação dos já existentes, de forma a aumentar a especificidade diagnóstica dos processos infecciosos, nomeadamente da PAC.