Autor(es): BEZERRA, João Clímaco
Data: 2016
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Carta; Noemi Elisa; Poetas; Carta; Carta; Noemi Elisa; Noemi Elisa; Poetas; Poetas
Autor(es): BEZERRA, João Clímaco
Data: 2016
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Carta; Noemi Elisa; Poetas; Carta; Carta; Noemi Elisa; Noemi Elisa; Poetas; Poetas
BEZERRA, João Clímaco. Carta a Noemi Elisa Aderaldo. Revista de Letras, Fortaleza, v. 12, n. 1/2, p. 367-369, jan./dez. 1987.
Rio de Janeiro, setembro 29, 1987 Minha boa amiga Noemi Elisa, Somente hoje venho agradecer-lhe a alegria que você me proporcionou com a leitura de Nos Caminhos da Literatura. A falta de seu endereço impossibilitou-me de escrever-lhe, como era do meu desejo. Aproveito, por isso, a visita do nosso querido poeta Arthur Eduardo Benevides para transmitir- lhe a minha desvaliosa, mas, como sempre, sincera impressão sobre o seu livro. O lúcido e preciso ensaio sobre Mário de Sá-Carneiro deixou-me perdidamente apaixonado pela sua inteligência e pela sua sensibilidade. Você colocou o poeta na sua exata e merecida posição. Não se incluiu na unanimidade da crítica portuguesa, inclusive do mestre João Gaspar Simões, em ressaltar, como ponto de partida de uma interpretação, a circunstância de ter ele merecido a fraternal amizade de Fernando Pessoa . Esse fato, meramente episódico, tem valido para apontar, embora de maneira sutil, possível influência de Pessoa em toda a criação poética de Sá-Carneiro. Nada mais falso. Se identidade existe é meramente ocasional. Deve-se ao fato de ambos pertencerem à mesma geração, ao mesmo grupo . Isso se observa, igualmente, com Mário de Andrade, como Osvaldo de Andrade, com Carlos Drummond de Andrade, todos do movimento modernista, mas todos autênticos...