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Assédio moral no trabalho: a relação com a cultura organizacional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas organizações laborais o fenómeno do assédio moral tem vindo a agravar-se nos últimos anos e tem chamado a atenção de profissionais de diversas áreas em especial da Medicina, Advocacia e da Psicologia. Este trabalho teve como objectivo avaliar em que medida a cultura organizacional pode ser potenciadora do aparecimento do assédio moral no trabalho. Nesse sentido realizou-se um estudo empírico, utilizando uma metodologia quantitativa, com abordagem dedutiva e na análise e interpretação dos dados recolhidos foram utilizados procedimentos estatísticos do PASW Statistics (versão 18). A amostra foi composta por 150 funcionários do ramo bancário e 150 funcionários do ramo da saúde em contexto privado. O instrumento utilizado consistiu na aplicação de um questionário, para medir o nível de incidência do assédio moral no trabalho em termos de auto-percepção dos funcionários, foi utilizado o NAQ-R e para analisar o tipo de cultura organizacional utilizamos o FOCUS-93. Para avaliar a relação existente entre a cultura organizacional e a existência de assédio moral, seguimos duas linhas de orientação, uma fundamentada no modelo dos valores contrastantes de Quinn e outra baseada na teoria do assédio moral de Hirigoyen. Os resultados obtidos demonstraram que a cultura predominante é a de objectivos, que apresenta uma variação explicativa de 90% do total do aparecimento de assédio moral, por outro lado verificou-se a predominância de assédio vertical descendente, percepcionado pelos colaboradores.
Autores principais:Grazina, Isabel
Outros Autores:Magalhães, José
Assunto:Assédio moral mobbing Clima organizacional Cultura organizacional Moral arrest Mobbing Organizational culture Organizational climate
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Autónoma de Lisboa
Idioma:português
Origem:Camões - Repositório Institucional da Universidade Autónoma de Lisboa
Descrição
Resumo:Nas organizações laborais o fenómeno do assédio moral tem vindo a agravar-se nos últimos anos e tem chamado a atenção de profissionais de diversas áreas em especial da Medicina, Advocacia e da Psicologia. Este trabalho teve como objectivo avaliar em que medida a cultura organizacional pode ser potenciadora do aparecimento do assédio moral no trabalho. Nesse sentido realizou-se um estudo empírico, utilizando uma metodologia quantitativa, com abordagem dedutiva e na análise e interpretação dos dados recolhidos foram utilizados procedimentos estatísticos do PASW Statistics (versão 18). A amostra foi composta por 150 funcionários do ramo bancário e 150 funcionários do ramo da saúde em contexto privado. O instrumento utilizado consistiu na aplicação de um questionário, para medir o nível de incidência do assédio moral no trabalho em termos de auto-percepção dos funcionários, foi utilizado o NAQ-R e para analisar o tipo de cultura organizacional utilizamos o FOCUS-93. Para avaliar a relação existente entre a cultura organizacional e a existência de assédio moral, seguimos duas linhas de orientação, uma fundamentada no modelo dos valores contrastantes de Quinn e outra baseada na teoria do assédio moral de Hirigoyen. Os resultados obtidos demonstraram que a cultura predominante é a de objectivos, que apresenta uma variação explicativa de 90% do total do aparecimento de assédio moral, por outro lado verificou-se a predominância de assédio vertical descendente, percepcionado pelos colaboradores.