Publicação
A perspetiva da Sociologia sobre o doente oncológico e o cuidador informal
| Resumo: | A notícia de uma doença crónica, sobretudo com alguma severidade, como é o caso da doença oncológica impacta profundamente a vida dos pacientes, dos seus significativos e do entorno social dos mesmos. A doença crónica é assim simultaneamente um fenómeno pessoal e um fenómeno social. Isto determina desde logo a sua complexidade e multidimensionalidade no sentido de Marcel Mauss (1966)) e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar nos cuidados disponibilizados. Entre as abordagens teóricas em sociologia, a nosso ver, aquela que melhor responde às exigências atuais dos cuidados de saúde é a perspetiva do interacionismo simbólico teorizada por George Herbert Mead em “Mind, Self and Society” (Mead, 1934). Na perspetiva interacionista cada indivíduo é o principal ator da sua vida, é único, singular e insubstituível. Neste sentido, todas as suas grandezas e fraquezas, virtudes e defeitos, conhecimentos e desconhecimentos, são recursos preciosos e devem ser tido em conta em todas as situações da sua vida, incluindo na saúde e na doença. Neste breve contributo para este livro explanaremos as nossas ideias em torno de dois aspetos que são, afinal, duas fases da mesma moeda − o impacto da doença oncológica na pessoa do paciente e o impacto da mesma no cuidador informal (quando existe) e nos seus significativos. Outros olhares da sociologia são igualmente relevantes, como sejam: as implicações sociais da doença, as respostas dos sistemas de saúde e social, os impactos económicos, entre outros, mas não nos ocuparemos deles aqui. |
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| Autores principais: | Pereira, Fernando A. |
| Assunto: | Cuidados Informais Doente Oncológico Idosos Envelhecimento |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A notícia de uma doença crónica, sobretudo com alguma severidade, como é o caso da doença oncológica impacta profundamente a vida dos pacientes, dos seus significativos e do entorno social dos mesmos. A doença crónica é assim simultaneamente um fenómeno pessoal e um fenómeno social. Isto determina desde logo a sua complexidade e multidimensionalidade no sentido de Marcel Mauss (1966)) e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar nos cuidados disponibilizados. Entre as abordagens teóricas em sociologia, a nosso ver, aquela que melhor responde às exigências atuais dos cuidados de saúde é a perspetiva do interacionismo simbólico teorizada por George Herbert Mead em “Mind, Self and Society” (Mead, 1934). Na perspetiva interacionista cada indivíduo é o principal ator da sua vida, é único, singular e insubstituível. Neste sentido, todas as suas grandezas e fraquezas, virtudes e defeitos, conhecimentos e desconhecimentos, são recursos preciosos e devem ser tido em conta em todas as situações da sua vida, incluindo na saúde e na doença. Neste breve contributo para este livro explanaremos as nossas ideias em torno de dois aspetos que são, afinal, duas fases da mesma moeda − o impacto da doença oncológica na pessoa do paciente e o impacto da mesma no cuidador informal (quando existe) e nos seus significativos. Outros olhares da sociologia são igualmente relevantes, como sejam: as implicações sociais da doença, as respostas dos sistemas de saúde e social, os impactos económicos, entre outros, mas não nos ocuparemos deles aqui. |
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