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O educador social como mediador de situações de rutura familiar

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Resumo:O presente estudo, cujo tema é o educador social como mediador de situações de rutura familiar, está relacionado com as implicações de um fenómeno complexo – as crises e ruturas familiares na sociedade contemporânea, num paradigma relacional decorrente da evolução dos diferentes papéis sociais de homens e mulheres na atualidade. Partindo da questão problema: como pode o educador social, enquanto técnico, mediar situações de rutura familiar? definimos os seguintes objetivos: compreender a mediação como estratégia de intervenção em situações de rutura familiar; analisar a importância da mediação para situações de rutura familiar vivenciada por casais e ex-casais; reconhecer o educador social enquanto mediador de situações de rutura familiar. Este estudo recorre a uma metodologia de natureza qualitativa, tendo-se utilizado a entrevista semiestruturada e o inquérito por questionário como instrumentos de recolha de dados. Os vinte participantes deste estudo estão organizados por três grupos distintos: quatro casais, quatro ex-casais e quatro mediadores. Os resultados apontaram que os principais motivos apresentados pelos participantes sobre as ruturas familiares são a falta de comunicação, divergências e incompatibilidades, stress e diferentes maneiras de percecionar as relações. Na perspetiva dos casais que ficaram juntos, depois de ultrapassada a crise, houve um crescimento pessoal e da própria relação. Apesar de terem receio que a situação se repita, sentem-se realizados com as mudanças vividas. Quanto à importância das sessões de mediação, os ex-casais reforçam que se sentiram livres e independentes com o fim da relação e, tanto estes como os casais que ficaram juntos, indicaram que a mesma os ajudou a resolver os conflitos de forma mais rápida, acessível, que contribuiu para apaziguar as relações e, de algum modo, para a paz social. Os mediadores indicaram que os casais e ex-casais recorrem à mediação, para que alguém neutro conseguisse dissipar o conflito, assente na falta de diálogo e de diferentes visões da vida. Reconheceram que a mediação conseguia baixar a conflitualidade através de técnicas e estratégias adequadas, conseguindo que as partes em conflito dialogassem sobre o que estava na origem do conflito, se entendessem e chegassem a um acordo. Todos reconheceram a capacidade/competência do educador social para o exercício da profissão de mediador.
Autores principais:Padrão, António Maria Pinto
Assunto:Divórcio Família Violência doméstica
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente estudo, cujo tema é o educador social como mediador de situações de rutura familiar, está relacionado com as implicações de um fenómeno complexo – as crises e ruturas familiares na sociedade contemporânea, num paradigma relacional decorrente da evolução dos diferentes papéis sociais de homens e mulheres na atualidade. Partindo da questão problema: como pode o educador social, enquanto técnico, mediar situações de rutura familiar? definimos os seguintes objetivos: compreender a mediação como estratégia de intervenção em situações de rutura familiar; analisar a importância da mediação para situações de rutura familiar vivenciada por casais e ex-casais; reconhecer o educador social enquanto mediador de situações de rutura familiar. Este estudo recorre a uma metodologia de natureza qualitativa, tendo-se utilizado a entrevista semiestruturada e o inquérito por questionário como instrumentos de recolha de dados. Os vinte participantes deste estudo estão organizados por três grupos distintos: quatro casais, quatro ex-casais e quatro mediadores. Os resultados apontaram que os principais motivos apresentados pelos participantes sobre as ruturas familiares são a falta de comunicação, divergências e incompatibilidades, stress e diferentes maneiras de percecionar as relações. Na perspetiva dos casais que ficaram juntos, depois de ultrapassada a crise, houve um crescimento pessoal e da própria relação. Apesar de terem receio que a situação se repita, sentem-se realizados com as mudanças vividas. Quanto à importância das sessões de mediação, os ex-casais reforçam que se sentiram livres e independentes com o fim da relação e, tanto estes como os casais que ficaram juntos, indicaram que a mesma os ajudou a resolver os conflitos de forma mais rápida, acessível, que contribuiu para apaziguar as relações e, de algum modo, para a paz social. Os mediadores indicaram que os casais e ex-casais recorrem à mediação, para que alguém neutro conseguisse dissipar o conflito, assente na falta de diálogo e de diferentes visões da vida. Reconheceram que a mediação conseguia baixar a conflitualidade através de técnicas e estratégias adequadas, conseguindo que as partes em conflito dialogassem sobre o que estava na origem do conflito, se entendessem e chegassem a um acordo. Todos reconheceram a capacidade/competência do educador social para o exercício da profissão de mediador.