Publicação
BIOIMPACT- Impacto económico e fronteiras comerciais da apicultura em modo de produção biológico em Portugal. Harmonização dos procedimentos de certificação
| Resumo: | Em Portugal, segundo dados oficiais fornecidos pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), disponíveis no Relatório do Programo Apícola Nacional de 2010, a apicultura em Portugal é realizada por 17.291 apicultores com um total de 562.557 colónias. Estes números integram apenas 119 operadores registados no modo de produção biológico, com um total de 15.927 colónias. A apicultura em modo de produção biológico em Portugal esta assim muito abaixo de outros países europeus, como é exemplo a Itália (8%). Mesmo quando comparado com a percentagem de área agrícola já convertido em Portugal, situando-se nos 6%, o numero é inferior às 33.753 colmeias expectáveis. É de realçar, no entanto, que a conversão do modo convencional para biológico tem evoluído significativamente desde 2004 até 2010, aumentando o número de operadores de 10 para 119, e o número de colmeias de 738 para 15.927, evoluindo a produção anual para as 12.000 toneladas de mel. A profissionalização e organização do setor, a aptidão florística do nosso pais, os investimentos feitos nos últimos anos e o preço do mel, são fatores que deveriam potenciar ainda mais a aposta nos produtos de qualidade, fazendo destes produtos uma mais-valia para os apicultores e consumidores. Para identificar os motivos que atualmente restringem a expansão da apicultura Portuguesa em modo de produção biológico, e incrementar o número de apicultores dedicados à produção biológica a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragançã promoveu o projeto BIOIMPACT. Este projeto baseia-se na recolha da experiência dos atuais operadores em modo de produção biológico permitido assim ultrapassar os obstáculos sentidos por estes e proporcionando aos potenciais novos operadores uma imagem concreto deste sector apícola e do seu potencial. A informação é obtida com recurso a questionários individuais, aplicados diretamente aos apicultores e orientados para a avaliação da sua atividade apícola em modo de produção biológico. Os resultados iniciais do trabalho permitem estabelecer um perfil dos apicultores que operam em modo de produção orgânico: apenas 24% dos entrevistados tem a apicultura como principal atividade biológico e, embora a maioria (92%) considere que o mel em MPB garante um valor acrescentado, foram identificados alguns problemas, quer na produção, quer na comercialização. A dificuldade mais vezes identificada e a eficácia dos tratamentos contra a Varroa, apontando a necessidade de obtenção de métodos alternativos mais eficientes. A maioria dos entrevistados (56%) referiu a importância de melhorar o reconhecimento do consumidor de mel em MPB, e desta forma fomentar a procura e o consumo destes produtos. |
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| Autores principais: | Gomes, Mário |
| Outros Autores: | Casaca, João; Cabo, Paula; Dias, L.G.; Vilas-Boas, Miguel |
| Assunto: | Apicultura Modo de produção biológico Desenvolvimento rural Impacto económico |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Em Portugal, segundo dados oficiais fornecidos pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), disponíveis no Relatório do Programo Apícola Nacional de 2010, a apicultura em Portugal é realizada por 17.291 apicultores com um total de 562.557 colónias. Estes números integram apenas 119 operadores registados no modo de produção biológico, com um total de 15.927 colónias. A apicultura em modo de produção biológico em Portugal esta assim muito abaixo de outros países europeus, como é exemplo a Itália (8%). Mesmo quando comparado com a percentagem de área agrícola já convertido em Portugal, situando-se nos 6%, o numero é inferior às 33.753 colmeias expectáveis. É de realçar, no entanto, que a conversão do modo convencional para biológico tem evoluído significativamente desde 2004 até 2010, aumentando o número de operadores de 10 para 119, e o número de colmeias de 738 para 15.927, evoluindo a produção anual para as 12.000 toneladas de mel. A profissionalização e organização do setor, a aptidão florística do nosso pais, os investimentos feitos nos últimos anos e o preço do mel, são fatores que deveriam potenciar ainda mais a aposta nos produtos de qualidade, fazendo destes produtos uma mais-valia para os apicultores e consumidores. Para identificar os motivos que atualmente restringem a expansão da apicultura Portuguesa em modo de produção biológico, e incrementar o número de apicultores dedicados à produção biológica a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragançã promoveu o projeto BIOIMPACT. Este projeto baseia-se na recolha da experiência dos atuais operadores em modo de produção biológico permitido assim ultrapassar os obstáculos sentidos por estes e proporcionando aos potenciais novos operadores uma imagem concreto deste sector apícola e do seu potencial. A informação é obtida com recurso a questionários individuais, aplicados diretamente aos apicultores e orientados para a avaliação da sua atividade apícola em modo de produção biológico. Os resultados iniciais do trabalho permitem estabelecer um perfil dos apicultores que operam em modo de produção orgânico: apenas 24% dos entrevistados tem a apicultura como principal atividade biológico e, embora a maioria (92%) considere que o mel em MPB garante um valor acrescentado, foram identificados alguns problemas, quer na produção, quer na comercialização. A dificuldade mais vezes identificada e a eficácia dos tratamentos contra a Varroa, apontando a necessidade de obtenção de métodos alternativos mais eficientes. A maioria dos entrevistados (56%) referiu a importância de melhorar o reconhecimento do consumidor de mel em MPB, e desta forma fomentar a procura e o consumo destes produtos. |
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