Publicação
O contributo da formação para a transformação digital das microempresas
| Resumo: | Numa sociedade em estado de emergência e de alerta no que respeita aos efeitos da pandemia provocada pela doença de COVID-19, a sobrevivência de grande parte das microempresas está cada vez mais comprometida. Devido ao confinamento forçado, por um lado, assistimos a uma mudança de hábitos a nível tecnológico promovendo o modo de compra online como uma alternativa à compra convencional, evitando assim qualquer tipo de aglomeração como medida de prevenção de contágios. Por outro lado, o confinamento veio diminuir o desejo de consumir e as perdas de empregos limitaram e limitarão o poder de compra. Torna-se crucial promover a mudança de atitudes empresariais, adotando comportamentos que permitam manter a empresa no mercado digital, uma vez que os clientes então cada vez mais dependentes deste mundo digital que faculta o acesso a bens e serviços. Promover a literacia digital é decididamente o caminho a seguir, dotando os empresários com competências técnicas e sensibilizando-os para as necessidades do marketing digital. Desta forma, os negócios ganham visibilidade para angariar novos clientes, mantendo os atuais, e para reforçar o efeito AIDMA (Atenção, Interesse, Desejo, Memorização, Ação). O recurso a tecnologias digitais vai permitir melhorar a comunicação tanto com os seus clientes, como com os seus fornecedores e parceiros ou mesmo com os próprios colaboradores, aos quais, cada vez mais e se possível, se pede a disponibilidade e a competência para estar em teletrabalho. Nesta perspetiva, procedeu-se a um estudo de caso, que incidiu em 5 empresas da cidade de Miranda do Douro. O estudo baseou-se na observação participante e relatórios de diagnóstico de uma consultora, bem como nos dados estatísticos de utilização das páginas web das redes sociais, com vista à melhoria dos processos de gestão, de marketing digital e outros aspetos relevantes para garantir subsistência dos modelos de negócio. Com base nesta análise e em entrevistas, foram identificadas as necessidades formativas. Para além da formação em soluções informáticas de gestão de empresas, constatou-se também a necessidade de formação em marketing digital e social media. Do exposto, podemos concluir que vivemos numa sociedade cada vez mais informada, consciente e exigente pelo que a transformação digital passou a estar na ordem do dia para todas as organizações, mesmo para as microempresas do Nordeste Transmontano, nomeadamente do planalto Mirandês que até então o digital não era uma prioridade. |
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| Autores principais: | Marinho, Sónia |
| Outros Autores: | Gonçalves, Vitor |
| Assunto: | Tecnologias digitais Pandemia Formação Marketing digital Mudança |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Numa sociedade em estado de emergência e de alerta no que respeita aos efeitos da pandemia provocada pela doença de COVID-19, a sobrevivência de grande parte das microempresas está cada vez mais comprometida. Devido ao confinamento forçado, por um lado, assistimos a uma mudança de hábitos a nível tecnológico promovendo o modo de compra online como uma alternativa à compra convencional, evitando assim qualquer tipo de aglomeração como medida de prevenção de contágios. Por outro lado, o confinamento veio diminuir o desejo de consumir e as perdas de empregos limitaram e limitarão o poder de compra. Torna-se crucial promover a mudança de atitudes empresariais, adotando comportamentos que permitam manter a empresa no mercado digital, uma vez que os clientes então cada vez mais dependentes deste mundo digital que faculta o acesso a bens e serviços. Promover a literacia digital é decididamente o caminho a seguir, dotando os empresários com competências técnicas e sensibilizando-os para as necessidades do marketing digital. Desta forma, os negócios ganham visibilidade para angariar novos clientes, mantendo os atuais, e para reforçar o efeito AIDMA (Atenção, Interesse, Desejo, Memorização, Ação). O recurso a tecnologias digitais vai permitir melhorar a comunicação tanto com os seus clientes, como com os seus fornecedores e parceiros ou mesmo com os próprios colaboradores, aos quais, cada vez mais e se possível, se pede a disponibilidade e a competência para estar em teletrabalho. Nesta perspetiva, procedeu-se a um estudo de caso, que incidiu em 5 empresas da cidade de Miranda do Douro. O estudo baseou-se na observação participante e relatórios de diagnóstico de uma consultora, bem como nos dados estatísticos de utilização das páginas web das redes sociais, com vista à melhoria dos processos de gestão, de marketing digital e outros aspetos relevantes para garantir subsistência dos modelos de negócio. Com base nesta análise e em entrevistas, foram identificadas as necessidades formativas. Para além da formação em soluções informáticas de gestão de empresas, constatou-se também a necessidade de formação em marketing digital e social media. Do exposto, podemos concluir que vivemos numa sociedade cada vez mais informada, consciente e exigente pelo que a transformação digital passou a estar na ordem do dia para todas as organizações, mesmo para as microempresas do Nordeste Transmontano, nomeadamente do planalto Mirandês que até então o digital não era uma prioridade. |
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