Publicação
Influência de manchas de azinhal na dinâmica espacial de fogos florestais
| Resumo: | O presente trabalho pretende testar a hipótese de que a resistência dos azinhais ao fogo depende da distribuição de combustíveis ao longo do gradiente exterior – interior dos azinhais (orlas). Com base na descrição quantitativa do complexo combustível, pretende ainda criar modelos de combustível para o azinhal e analisar o comportamento do fogo potencial, de acordo com os parâmetros do modelo de propagação do fogo de Rothermel (1972) que integra o Software BehavePlus (Andrews et al., 2004). Este trabalho iniciou-se em Abril 2007 e foi realizado na região Este do Parque Natural de Montesinho (Distrito e Concelho de Bragança), onde foi feita a identificação e descrição de todas as manchas de azinhal envolvendo os incêndios ocorridos nesta área com base em cartografia de azinhais e de fogos florestais. Ao longo das orlas de doze manchas seleccionadas quantificaram-se parâmetros estruturais dos vários estratos do complexo combustível (herbáceo, arbustivo e arbóreo), e ainda parâmetros ambientais e de relevo, necessários para a criação dos modelos de combustível para utilização com o modelo de propagação do fogo de Rothermel. Desenvolvidos os modelos e para podermos comparar inflamabilidades entre complexos de combustíveis, simulamos o comportamento do fogo em BehavePlus para os modelos de combustível de acordo com a sua distribuição ao longo do gradiente exterior – interior dos azinhais. Os modelos específicos desenvolvidos reflectem o conjunto de condições, no que diz respeito ao combustível, que é possível encontrar nos bosques de azinhal, ao longo do gradiente exterior – interior dos bosques e ainda no exterior do mesmo. Como resultados, observou-se que o fogo simulado tem uma tendência para decrescer em termos de velocidade de propagação, intensidade da frente das chamas, e comprimento da chama ao passar de áreas dominadas por matos para o azinhal. Esta alteração do comportamento do fogo nas orlas parece indicar a possibilidade de o fogo se extinguir naturalmente quando entra em contacto com os azinhais. Estas alterações do comportamento do fogo parecem estar associadas a alterações da estrutura destas orlas, não obstante outros factores poderão igualmente contribuir para este fenómeno. |
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| Autores principais: | Possacos, Anabela |
| Assunto: | Azinhais Comportamento do fogo Modelos de combustível Modelos de comportamento do fogo Sistema BehavePlus Gestão de combustíveis |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O presente trabalho pretende testar a hipótese de que a resistência dos azinhais ao fogo depende da distribuição de combustíveis ao longo do gradiente exterior – interior dos azinhais (orlas). Com base na descrição quantitativa do complexo combustível, pretende ainda criar modelos de combustível para o azinhal e analisar o comportamento do fogo potencial, de acordo com os parâmetros do modelo de propagação do fogo de Rothermel (1972) que integra o Software BehavePlus (Andrews et al., 2004). Este trabalho iniciou-se em Abril 2007 e foi realizado na região Este do Parque Natural de Montesinho (Distrito e Concelho de Bragança), onde foi feita a identificação e descrição de todas as manchas de azinhal envolvendo os incêndios ocorridos nesta área com base em cartografia de azinhais e de fogos florestais. Ao longo das orlas de doze manchas seleccionadas quantificaram-se parâmetros estruturais dos vários estratos do complexo combustível (herbáceo, arbustivo e arbóreo), e ainda parâmetros ambientais e de relevo, necessários para a criação dos modelos de combustível para utilização com o modelo de propagação do fogo de Rothermel. Desenvolvidos os modelos e para podermos comparar inflamabilidades entre complexos de combustíveis, simulamos o comportamento do fogo em BehavePlus para os modelos de combustível de acordo com a sua distribuição ao longo do gradiente exterior – interior dos azinhais. Os modelos específicos desenvolvidos reflectem o conjunto de condições, no que diz respeito ao combustível, que é possível encontrar nos bosques de azinhal, ao longo do gradiente exterior – interior dos bosques e ainda no exterior do mesmo. Como resultados, observou-se que o fogo simulado tem uma tendência para decrescer em termos de velocidade de propagação, intensidade da frente das chamas, e comprimento da chama ao passar de áreas dominadas por matos para o azinhal. Esta alteração do comportamento do fogo nas orlas parece indicar a possibilidade de o fogo se extinguir naturalmente quando entra em contacto com os azinhais. Estas alterações do comportamento do fogo parecem estar associadas a alterações da estrutura destas orlas, não obstante outros factores poderão igualmente contribuir para este fenómeno. |
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