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Evolução ponderal e composição corporal em utentes submetiidos a tratamento cirúrgico da obesidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prevalência de obesidade tem vindo a aumentar a nível mundial, sendo a cirurgia bariátrica um dos tratamentos de eleição para indivíduos com obesidade grave. OBJETIVOS: Avaliar a evolução ponderal e a composição corporal em utentes submetidos a tratamento cirúrgico da obesidade. METODOLOGIA: Estudo de coorte observacional retrospetivo, onde foram incluídos 144 indivíduos submetidos a cirurgia bariátrica com consultas de follow up. Foram analisados dados sociodemográficos, procedimento cirúrgico e dados antropométricos tratados estatisticamente com recurso ao programa STATISTICA, versão 13.5. RESULTADOS: 36.8% dos utentes foram submetidos a Banda Gástrica Ajustável, 52.1% a Gastrectomia Vertical e 11.1% a Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical. Ao fim dos 36 meses pós-cirúrgicos, a Gastrectomia Vertical foi a técnica que originou uma maior diminuição do Índice de Massa Corporal (IMC), seguida da técnica de Banda Gástrica Ajustável e, por último, a técnica de Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical. Verificou-se ainda que a maior diminuição de IMC nas diferentes técnicas cirúrgicas é observada nos 6 primeiros meses pós-cirúrgicos. No que concerne à %PEP (Percentagem de Perda de Excesso de Peso) após 36 meses de seguimento, aferiu-se uma %PEP de 65.9% na Gastrectomia Vertical, 62.1% na Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical e 57.1% na Banda Gástrica Ajustável, observando-se diferenças estatisticamente significativas entre a Gastrectomia Vertical e a Banda Gástrica Ajustável no 6º, 12º e 24º mês de seguimento (p<0.001). Os diferentes procedimentos cirúrgicos originaram uma diminuição de % Massa Gorda e Massa Magra, não se observando diferenças estatísticas nas diferentes abordagens cirúrgicas ao longo dos 36 meses de seguimento (p≥0.005). CONCLUSÕES: Verificou-se uma redução do IMC nos utentes, principalmente os submetidos a Gastrectomia Vertical e nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Verificou-se ainda uma diminuição da % Massa gorda e Massa Magra independentemente do tratamento cirúrgico.
Autores principais:Félix, Maria João
Outros Autores:Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Mendes, Paulo
Assunto:Composição Corporal Cirurgia bariátrica Peso
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A prevalência de obesidade tem vindo a aumentar a nível mundial, sendo a cirurgia bariátrica um dos tratamentos de eleição para indivíduos com obesidade grave. OBJETIVOS: Avaliar a evolução ponderal e a composição corporal em utentes submetidos a tratamento cirúrgico da obesidade. METODOLOGIA: Estudo de coorte observacional retrospetivo, onde foram incluídos 144 indivíduos submetidos a cirurgia bariátrica com consultas de follow up. Foram analisados dados sociodemográficos, procedimento cirúrgico e dados antropométricos tratados estatisticamente com recurso ao programa STATISTICA, versão 13.5. RESULTADOS: 36.8% dos utentes foram submetidos a Banda Gástrica Ajustável, 52.1% a Gastrectomia Vertical e 11.1% a Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical. Ao fim dos 36 meses pós-cirúrgicos, a Gastrectomia Vertical foi a técnica que originou uma maior diminuição do Índice de Massa Corporal (IMC), seguida da técnica de Banda Gástrica Ajustável e, por último, a técnica de Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical. Verificou-se ainda que a maior diminuição de IMC nas diferentes técnicas cirúrgicas é observada nos 6 primeiros meses pós-cirúrgicos. No que concerne à %PEP (Percentagem de Perda de Excesso de Peso) após 36 meses de seguimento, aferiu-se uma %PEP de 65.9% na Gastrectomia Vertical, 62.1% na Reconversão de Banda Gástrica Ajustável para Gastrectomia Vertical e 57.1% na Banda Gástrica Ajustável, observando-se diferenças estatisticamente significativas entre a Gastrectomia Vertical e a Banda Gástrica Ajustável no 6º, 12º e 24º mês de seguimento (p<0.001). Os diferentes procedimentos cirúrgicos originaram uma diminuição de % Massa Gorda e Massa Magra, não se observando diferenças estatísticas nas diferentes abordagens cirúrgicas ao longo dos 36 meses de seguimento (p≥0.005). CONCLUSÕES: Verificou-se uma redução do IMC nos utentes, principalmente os submetidos a Gastrectomia Vertical e nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Verificou-se ainda uma diminuição da % Massa gorda e Massa Magra independentemente do tratamento cirúrgico.