Publicação
O manual escolar: concepções e práticas de professores de Matemática
| Resumo: | É reconhecida a grande tradição e a forte presença do manual escolar no contexto educativo. Por isso, este recurso assume-se como o material curricular mais utilizado na generalidade das salas de aula e com uma maior possibilidade de influenciar significativamente as tomadas de posição de professores e alunos nos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática (Area, 2001; Associação de Professores de Matemática, 1998). Deste modo, o manual escolar pode enformar, de uma forma mais ou menos evidente, o pensamento e a actuação dos professores, condicionando-os, nomeadamente, no trabalho mais próximo que desenvolvem com os seus alunos. Esta comunicação apresenta e discute alguns resultados de um estudo mais amplo desenvolvido com três professores de Matemática com uma larga experiência de ensino — um professor (generalista) do primeiro ciclo, uma professora do segundo ciclo e uma professora do ensino secundário — que pretendeu, entre outros aspectos, identificar concepções desenvolvidas acerca do manual escolar e formas de utilização seguidas na planificação e condução das suas práticas lectivas (Pires, 2006).O estudo seguiu uma abordagem de natureza essencialmente interpretativa, tendo os dados sido recolhidos através da realização de entrevistas e observação de aulas. Os professores participantes no estudo consideram que o manual escolar é um instrumento de trabalho muito importante para professores e alunos, dadas as características muito próprias que possui, e representa um meio privilegiado para estabelecer ligações entre a escola e as famílias. Mas, apesar dessa importância, alertam que o manual escolar, quando usado de forma acrítica e prescritiva pelo professor, pode potenciar atitudes de descaracterização profissional ou de desprofissionalização. Relativamente às formas de utilização seguidas pelos professores, o manual escolar, na planificação do trabalho lectivo, desempenha o papel de orientação, complemento ou substituição dos programas oficiais e, na aula, o uso mais frequente corresponde à apresentação das propostas de trabalho que contém ou ao aproveitamento de imagens, figuras ou diagramas para acompanhar as explicações do professor. |
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| Autores principais: | Pires, Manuel Vara |
| Assunto: | Manuais escolares de Matemática Concepções Práticas de ensino |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | É reconhecida a grande tradição e a forte presença do manual escolar no contexto educativo. Por isso, este recurso assume-se como o material curricular mais utilizado na generalidade das salas de aula e com uma maior possibilidade de influenciar significativamente as tomadas de posição de professores e alunos nos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática (Area, 2001; Associação de Professores de Matemática, 1998). Deste modo, o manual escolar pode enformar, de uma forma mais ou menos evidente, o pensamento e a actuação dos professores, condicionando-os, nomeadamente, no trabalho mais próximo que desenvolvem com os seus alunos. Esta comunicação apresenta e discute alguns resultados de um estudo mais amplo desenvolvido com três professores de Matemática com uma larga experiência de ensino — um professor (generalista) do primeiro ciclo, uma professora do segundo ciclo e uma professora do ensino secundário — que pretendeu, entre outros aspectos, identificar concepções desenvolvidas acerca do manual escolar e formas de utilização seguidas na planificação e condução das suas práticas lectivas (Pires, 2006).O estudo seguiu uma abordagem de natureza essencialmente interpretativa, tendo os dados sido recolhidos através da realização de entrevistas e observação de aulas. Os professores participantes no estudo consideram que o manual escolar é um instrumento de trabalho muito importante para professores e alunos, dadas as características muito próprias que possui, e representa um meio privilegiado para estabelecer ligações entre a escola e as famílias. Mas, apesar dessa importância, alertam que o manual escolar, quando usado de forma acrítica e prescritiva pelo professor, pode potenciar atitudes de descaracterização profissional ou de desprofissionalização. Relativamente às formas de utilização seguidas pelos professores, o manual escolar, na planificação do trabalho lectivo, desempenha o papel de orientação, complemento ou substituição dos programas oficiais e, na aula, o uso mais frequente corresponde à apresentação das propostas de trabalho que contém ou ao aproveitamento de imagens, figuras ou diagramas para acompanhar as explicações do professor. |
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