Publicação
Efeitos das intervenções nutricionais na sintomatologia da perturbação do espectro do autismo: revisão sistemática da literatura
| Resumo: | A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações persistentes na comunicação, no comportamento e na interação social. Embora a etiologia seja multifatorial, tem aumentado o interesse em compreender o papel da nutrição como intervenção complementar capaz de modular sintomas comportamentais e gastrointestinais frequentemente associados à PEA. Objetivos: Avaliar o efeito de intervenções nutricionais na sintomatologia de indivíduos diagnosticados com PEA. Material e Métodos: A pesquisa foi realizada nas bases PubMed, Scopus e Web of Science. Foram incluídos 11 estudos que analisaram intervenções nutricionais em crianças e adolescentes com PEA, abrangendo suplementação e modificações dietéticas. Resultados: A maioria dos estudos, 72,73% (n = 8), investigou suplementos como vitamina D, ómega‑3, ácido folínico, sulforafano, prebióticos e probióticos. As intervenções dietéticas — dieta baixa em FODMAPs, dieta sem glúten e dieta sem glúten e/ou sem caseína — foram avaliadas em 27,27% (n = 3) dos artigos. A dieta baixa em FODMAPs demonstrou melhorias significativas em sintomas gastrointestinais e em alguns comportamentos associados. Já as dietas sem glúten e/ou sem caseína apresentaram resultados inconsistentes. As intervenções com suplementos evidenciaram reduções em irritabilidade e hiperatividade, além de melhorias na comunicação social e na saúde intestinal, embora com variação entre estudos. Conclusões: As intervenções nutricionais mostram potencial para influenciar positivamente a sintomatologia da PEA. Contudo, a heterogeneidade metodológica e o número limitado de estudos exigem investigação adicional para confirmar a eficácia destas abordagens e identificar os subgrupos que podem beneficiar de forma mais consistente. |
|---|---|
| Autores principais: | Adrião, Cibel |
| Outros Autores: | Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues |
| Assunto: | Perturbação do Espectro do Autismo Nutrição Dieta Suplementos Sintomas |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações persistentes na comunicação, no comportamento e na interação social. Embora a etiologia seja multifatorial, tem aumentado o interesse em compreender o papel da nutrição como intervenção complementar capaz de modular sintomas comportamentais e gastrointestinais frequentemente associados à PEA. Objetivos: Avaliar o efeito de intervenções nutricionais na sintomatologia de indivíduos diagnosticados com PEA. Material e Métodos: A pesquisa foi realizada nas bases PubMed, Scopus e Web of Science. Foram incluídos 11 estudos que analisaram intervenções nutricionais em crianças e adolescentes com PEA, abrangendo suplementação e modificações dietéticas. Resultados: A maioria dos estudos, 72,73% (n = 8), investigou suplementos como vitamina D, ómega‑3, ácido folínico, sulforafano, prebióticos e probióticos. As intervenções dietéticas — dieta baixa em FODMAPs, dieta sem glúten e dieta sem glúten e/ou sem caseína — foram avaliadas em 27,27% (n = 3) dos artigos. A dieta baixa em FODMAPs demonstrou melhorias significativas em sintomas gastrointestinais e em alguns comportamentos associados. Já as dietas sem glúten e/ou sem caseína apresentaram resultados inconsistentes. As intervenções com suplementos evidenciaram reduções em irritabilidade e hiperatividade, além de melhorias na comunicação social e na saúde intestinal, embora com variação entre estudos. Conclusões: As intervenções nutricionais mostram potencial para influenciar positivamente a sintomatologia da PEA. Contudo, a heterogeneidade metodológica e o número limitado de estudos exigem investigação adicional para confirmar a eficácia destas abordagens e identificar os subgrupos que podem beneficiar de forma mais consistente. |
|---|