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Conhecimentos dos enfermeiros portugueses acerca das intervenções autónomas no doente com síndrome coronário agudo e a prática baseada em evidências

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O perfil autónomo dos enfermeiros na prestação de cuidados ao doente com Síndrome Coronário Agudo (SCA) deve ser enfatizado como uma prioridade educacional e de desenvolvimento profissional. Paulatinamente, as instituições de saúde e seus colaboradores são “pressionados” para prestarem os cuidados baseados na melhor evidência científica disponível. Neste sentido, o debate sobre esta temática no processo de atendimento deste tipo de emergências médicas, é imperativo, tendo em vista os maiores e melhores ganhos positivos na saúde daqueles que cuidamos. Objetivo: Determinar se os conhecimentos dos enfermeiros portugueses acerca das intervenções autónomas no doente com síndrome coronário agudo, predizem a respetiva prática baseada em evidências (PBE) Métodos: O estudo do tipo descritivo analítico-correlacional, transversal insere-se numa metodologia de investigação quantitativa. A amostra é não probabilística por conveniência, constituída por 738 participantes, representando cerca de 1% dos enfermeiros portugueses inscritos na OE, maioritariamente do sexo feminino (76%), com predomínio da faixa etária dos 31- 40 anos (41,7%). Foram aplicados 3 questionários (QAHDSAP; QCIAEFDSCA e QECPBE-20) , via Google Forms. Resultados: A maioria dos enfermeiros da amostra possui o bacharelato/licenciatura (75,1%) e possui um tempo de serviço ≤10 anos (41,2%). O título de enfermeira(o) está presente em 61,2% dos participantes e 38,8% são especialistas, dos quais 42,7% são de enfermagem médico-cirúrgica. Apurou-se que a idade, o sexo, as habilitações profissionais e académicas, o tempo de exercício, o título profissional, a especialidade e a função exercida tiveram um efeito significativo nos conhecimentos e nos componentes estruturais da PBE manifestados pelos enfermeiros, sendo ambos diferentes segundo o sexo e a idade, existindo relação significativa com as características académicas/profissionais. Conclusão: Os conhecimentos dos enfermeiros portugueses são preditores da PBE e viceversa, pelo que se impõe intervir a três níveis: fomentar o aprofundamento destes conceitos nos diferentes níveis de formação académica; desenvolver investigação científica sobre esta temática e promover a formação contínua em enfermagem, em especial acuidade, nas equipas de enfermagem que potencialmente irão cuidar das pessoas com SCA.
Autores principais:Pina, João
Assunto:Autonomia profissional Cuidados de enfermagem Síndrome coronário agudo Enfermagem baseada em evidências Prática baseada em evidências
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O perfil autónomo dos enfermeiros na prestação de cuidados ao doente com Síndrome Coronário Agudo (SCA) deve ser enfatizado como uma prioridade educacional e de desenvolvimento profissional. Paulatinamente, as instituições de saúde e seus colaboradores são “pressionados” para prestarem os cuidados baseados na melhor evidência científica disponível. Neste sentido, o debate sobre esta temática no processo de atendimento deste tipo de emergências médicas, é imperativo, tendo em vista os maiores e melhores ganhos positivos na saúde daqueles que cuidamos. Objetivo: Determinar se os conhecimentos dos enfermeiros portugueses acerca das intervenções autónomas no doente com síndrome coronário agudo, predizem a respetiva prática baseada em evidências (PBE) Métodos: O estudo do tipo descritivo analítico-correlacional, transversal insere-se numa metodologia de investigação quantitativa. A amostra é não probabilística por conveniência, constituída por 738 participantes, representando cerca de 1% dos enfermeiros portugueses inscritos na OE, maioritariamente do sexo feminino (76%), com predomínio da faixa etária dos 31- 40 anos (41,7%). Foram aplicados 3 questionários (QAHDSAP; QCIAEFDSCA e QECPBE-20) , via Google Forms. Resultados: A maioria dos enfermeiros da amostra possui o bacharelato/licenciatura (75,1%) e possui um tempo de serviço ≤10 anos (41,2%). O título de enfermeira(o) está presente em 61,2% dos participantes e 38,8% são especialistas, dos quais 42,7% são de enfermagem médico-cirúrgica. Apurou-se que a idade, o sexo, as habilitações profissionais e académicas, o tempo de exercício, o título profissional, a especialidade e a função exercida tiveram um efeito significativo nos conhecimentos e nos componentes estruturais da PBE manifestados pelos enfermeiros, sendo ambos diferentes segundo o sexo e a idade, existindo relação significativa com as características académicas/profissionais. Conclusão: Os conhecimentos dos enfermeiros portugueses são preditores da PBE e viceversa, pelo que se impõe intervir a três níveis: fomentar o aprofundamento destes conceitos nos diferentes níveis de formação académica; desenvolver investigação científica sobre esta temática e promover a formação contínua em enfermagem, em especial acuidade, nas equipas de enfermagem que potencialmente irão cuidar das pessoas com SCA.