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Efeitos dos ungulados bravios na agricultura e floresta no Parque Natural de Montesinho: o caso da zona de caça nacional da lombada

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As populações de ungulados, em particular de cervídeos, parecem estar a aumentar em todo o mundo, e particularmente na Europa (Gill, 2000; Fuller e Gill, 2001; Reimoser, 2003; Côté et al., 2004; Pépin et al., 2006). As razões para este aumento devem-se sobretudo a (DeCalestra e Witmer, 1994; Mayle, 1999; Gill, 2000; Nistal, 2000; Fuller e Gill, 2001; Côté et al., 2004): (i) aumento do habitat disponível, com crescimento das áreas florestais e de matos; (ii) diminuição da perturbação humana, dado o êxodo das populações do meio rural, deixando devolutas as áreas agrícolas menos produtivas; (iii) menor pressão de gado doméstico sobre o meio, possivelmente, com redução da competição entre este e a fauna silvestre pelo uso de pastagens; (iv) menor perseguição directa às espécies, devido a um maior controlo da actividade cinegética; (v) ausência de predadores. Os ungulados bravios são diversas vezes referidos como causadores de impactos importantes na biodiversidade das comunidades de áreas de bosque. Esses impactos vão para além da vegetação (herbácea, arbustiva e arbórea) directamente atingida, afectando um conjunto alargado de organismos de diferentes taxa (invertebrados, pequenos mamíferos, e aves) (Gill, 2000; Fuller e Gill, 2001). Sharpe et al. (2002) refere que quando as populações de cervídeos não se encontram expostas à predação (caça ou carnívoros de topo), ou controladas pelo clima, o seu impacto na vegetação induz uma cascata de efeitos, que podem alterar a diversidade vegetal e a abundância e diversidade de aves e insectos pelos efeitos que provocam nos habitats. Por ex., Virtanen et. al. (2002) refere maior diversidade florística em pastagens, quando o veado (Cervus elaphus) está presente, mas outros autores (ex. Sharpe et al. 2002; Rooney e Waller, 2003) apontam para uma diminuição da diversidade florística.
Autores principais:Rosa, José Luís Nunes
Assunto:Ungulados Parque Natural de Montesinho
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As populações de ungulados, em particular de cervídeos, parecem estar a aumentar em todo o mundo, e particularmente na Europa (Gill, 2000; Fuller e Gill, 2001; Reimoser, 2003; Côté et al., 2004; Pépin et al., 2006). As razões para este aumento devem-se sobretudo a (DeCalestra e Witmer, 1994; Mayle, 1999; Gill, 2000; Nistal, 2000; Fuller e Gill, 2001; Côté et al., 2004): (i) aumento do habitat disponível, com crescimento das áreas florestais e de matos; (ii) diminuição da perturbação humana, dado o êxodo das populações do meio rural, deixando devolutas as áreas agrícolas menos produtivas; (iii) menor pressão de gado doméstico sobre o meio, possivelmente, com redução da competição entre este e a fauna silvestre pelo uso de pastagens; (iv) menor perseguição directa às espécies, devido a um maior controlo da actividade cinegética; (v) ausência de predadores. Os ungulados bravios são diversas vezes referidos como causadores de impactos importantes na biodiversidade das comunidades de áreas de bosque. Esses impactos vão para além da vegetação (herbácea, arbustiva e arbórea) directamente atingida, afectando um conjunto alargado de organismos de diferentes taxa (invertebrados, pequenos mamíferos, e aves) (Gill, 2000; Fuller e Gill, 2001). Sharpe et al. (2002) refere que quando as populações de cervídeos não se encontram expostas à predação (caça ou carnívoros de topo), ou controladas pelo clima, o seu impacto na vegetação induz uma cascata de efeitos, que podem alterar a diversidade vegetal e a abundância e diversidade de aves e insectos pelos efeitos que provocam nos habitats. Por ex., Virtanen et. al. (2002) refere maior diversidade florística em pastagens, quando o veado (Cervus elaphus) está presente, mas outros autores (ex. Sharpe et al. 2002; Rooney e Waller, 2003) apontam para uma diminuição da diversidade florística.