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Epidemiologia dos acidentes de trabalho e exercício físico em instituições de apoio a idosos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Cerca de seis mil pessoas morrem anualmente na União Europeia em consequência de acidentes de trabalho e mais do dobro morrem por doenças profissionais, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Objetivo: Analisar a relação entre acidentes de trabalho e a prática de exercício físico nas instituições de apoio a idosos no concelho de Viseu. Material e Métodos: Estudo transversal e analítico dos acidentes de trabalho e exercício físico nos trabalhadores de instituições de apoio a idosos através da aplicação de um questionário a uma amostra de 253 trabalhadores. Para testar as relações de dependência das variáveis independentes, recorreu-se ao teste de independência do qui-quadrado. Procedeu-se à determinação do odds ratio e intervalos de confiança associados a esse risco. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: A prevalência de acidentes de trabalho foi de 17,8%. Dos trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho, 28,9% mencionaram ter ficado com sequelas, dos quais cerca de 39% referiu serem lesões muscoloesqueléticas. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o tempo de serviço e a ocorrência de acidentes; os trabalhadores com 5 ou mais anos de serviço sofreram mais acidentes, existindo um risco cerca de 2,4 vezes superior destes terem um acidente em relação aos trabalhadores com 4 ou menos anos de serviço (OR=2,391; IC=1,203-4,755, p=0,018).Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o número de horas de trabalho diário e a ocorrência de acidentes, sendo que os inquiridos que trabalhavam 7 horas por dia têm um risco de vir a ter um acidente cerca de 2,2 vezes superior ao dos que trabalham 8 horas ou mais (OR=2,192; IC=1,122-4,283, p=0,032). Verificou-se que dos inquiridos que praticavam exercício físico, cerca de 19% sofreram acidentes de trabalho e dos que não praticavam exercício físico, cerca de 17% sofreram acidentes de trabalho. Não se verificou associação estatisticamente significativa entre a prática de exercício físico e a ocorrência de acidentes. Conclusões: Apesar da prevalência dos acidentes de trabalho nestas instituições ser inferior à verificada noutras instituições similares, os trabalhadores com mais tempo de serviço e os que trabalham 7h por dia são mais afetados por esta condição.
Autores principais:Carrilho, Patrícia Mendes
Assunto:Acidentes de trabalho Exercício físico Epidemiologia Instituições de apoio a idosos Promoção da saúde no local de trabalho
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Cerca de seis mil pessoas morrem anualmente na União Europeia em consequência de acidentes de trabalho e mais do dobro morrem por doenças profissionais, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Objetivo: Analisar a relação entre acidentes de trabalho e a prática de exercício físico nas instituições de apoio a idosos no concelho de Viseu. Material e Métodos: Estudo transversal e analítico dos acidentes de trabalho e exercício físico nos trabalhadores de instituições de apoio a idosos através da aplicação de um questionário a uma amostra de 253 trabalhadores. Para testar as relações de dependência das variáveis independentes, recorreu-se ao teste de independência do qui-quadrado. Procedeu-se à determinação do odds ratio e intervalos de confiança associados a esse risco. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: A prevalência de acidentes de trabalho foi de 17,8%. Dos trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho, 28,9% mencionaram ter ficado com sequelas, dos quais cerca de 39% referiu serem lesões muscoloesqueléticas. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o tempo de serviço e a ocorrência de acidentes; os trabalhadores com 5 ou mais anos de serviço sofreram mais acidentes, existindo um risco cerca de 2,4 vezes superior destes terem um acidente em relação aos trabalhadores com 4 ou menos anos de serviço (OR=2,391; IC=1,203-4,755, p=0,018).Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o número de horas de trabalho diário e a ocorrência de acidentes, sendo que os inquiridos que trabalhavam 7 horas por dia têm um risco de vir a ter um acidente cerca de 2,2 vezes superior ao dos que trabalham 8 horas ou mais (OR=2,192; IC=1,122-4,283, p=0,032). Verificou-se que dos inquiridos que praticavam exercício físico, cerca de 19% sofreram acidentes de trabalho e dos que não praticavam exercício físico, cerca de 17% sofreram acidentes de trabalho. Não se verificou associação estatisticamente significativa entre a prática de exercício físico e a ocorrência de acidentes. Conclusões: Apesar da prevalência dos acidentes de trabalho nestas instituições ser inferior à verificada noutras instituições similares, os trabalhadores com mais tempo de serviço e os que trabalham 7h por dia são mais afetados por esta condição.