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A qualidade da informação financeira como indicador da probabilidade de falência da empresa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo central desta dissertação é compreender, através de um modelo de probabilidade de falência empresarial, em que medida a Qualidade da Informação Financeira (QIF) pode ser um indicador útil na previsão de falência das empresas. Para tal, foi aplicado um modelo de regressão Logit a uma amostra composta por 11.173 empresas portuguesas, das quais 214 faliram em 2015. A QIF foi medida de acordo com o Modelo de Jones (1991) pela via dos accruals discricionários ou anormais. As hipóteses de investigação, fundamentadas na literatura, pretendiam comprovar que as empresas melhoram a QIF no ano anterior à falência (H1) e que apresentam baixa QIF nos dois a quatro anos precedentes à falência (H2). Os resultados obtidos pela estimação do modelo vão de encontro ao que se previa com as hipóteses de investigação estabelecidas. Concluiu-se, para um nível de significância de 5%, que as empresas falidas melhoram a QIF no ano anterior à falência e que efetivamente apresentam demonstrações financeiras de baixa qualidade nos dois a quatro anos anteriores à falência.
Autores principais:Diegues, Ana Lisa Rodrigues
Assunto:Qualidade da informação financeira Accruals Modelo de Jones (1991) Probabilidade de falência Modelo Logit
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O objetivo central desta dissertação é compreender, através de um modelo de probabilidade de falência empresarial, em que medida a Qualidade da Informação Financeira (QIF) pode ser um indicador útil na previsão de falência das empresas. Para tal, foi aplicado um modelo de regressão Logit a uma amostra composta por 11.173 empresas portuguesas, das quais 214 faliram em 2015. A QIF foi medida de acordo com o Modelo de Jones (1991) pela via dos accruals discricionários ou anormais. As hipóteses de investigação, fundamentadas na literatura, pretendiam comprovar que as empresas melhoram a QIF no ano anterior à falência (H1) e que apresentam baixa QIF nos dois a quatro anos precedentes à falência (H2). Os resultados obtidos pela estimação do modelo vão de encontro ao que se previa com as hipóteses de investigação estabelecidas. Concluiu-se, para um nível de significância de 5%, que as empresas falidas melhoram a QIF no ano anterior à falência e que efetivamente apresentam demonstrações financeiras de baixa qualidade nos dois a quatro anos anteriores à falência.