Publicação
Goa: passado e presente
| Resumo: | O acto político que determinou a presença de 500 anos da cultura portuguesa em Goa, o colonialismo, teve consequências determinantes na construção de comportamentos sociais sobretudo no seio da parcela católica da população. Este testemunho é visível em Goa mas também nos espaços de acolhimento das comunidades migrantes e define o que os próprios goeses católicos designam por “identidade goesa” que procuram manter e transmitir geracionalmente. Neste processo o recurso a memórias de um tempo passado, entremeadas por sentimentos nostálgicos em relação a lugares, a origens, e a ambientes que se querem recuperar para o presente, é muitas vezes feito através de actos performativos onde as práticas religiosas adquirem um papel central. Aqui, a música define a expressão mais visível e expositiva dessa comunhão de sentido. Este artigo, que resulta de um trabalho de investigação em curso e de pesquisa de campo desenvolvido em Maputo junto da comunidade goesa migrante, é justamente uma reflexão sobre o papel da música, na comunidade goesa da Catembe, durante a Festa de São Pedro. A música, neste contexto, adquire duas dimensões: a religiosa e a secular embora ambas sejam desempenhadas no quadro de uma festividade religiosa. Na Catembre, as práticas e rituais religiosos servem também como forma de diferenciação em relação a outras comunidades, não professas da religião católica, uma vez que a comunidade goesa em Maputo se assume como católica, mesmo que mimeticamente construída. Os atos públicos resultantes destas práticas, acentuam essa diferença mas procuram ser também uma maneira de integração e diálogo com outras populações nos locais de acolhimento. A música, neste contexto, adquire força como forma de reunião entre goeses e também como performance da própria religião católica. |
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| Autores principais: | Castro, Isabel |
| Assunto: | Música Religião Goanidade Migração |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O acto político que determinou a presença de 500 anos da cultura portuguesa em Goa, o colonialismo, teve consequências determinantes na construção de comportamentos sociais sobretudo no seio da parcela católica da população. Este testemunho é visível em Goa mas também nos espaços de acolhimento das comunidades migrantes e define o que os próprios goeses católicos designam por “identidade goesa” que procuram manter e transmitir geracionalmente. Neste processo o recurso a memórias de um tempo passado, entremeadas por sentimentos nostálgicos em relação a lugares, a origens, e a ambientes que se querem recuperar para o presente, é muitas vezes feito através de actos performativos onde as práticas religiosas adquirem um papel central. Aqui, a música define a expressão mais visível e expositiva dessa comunhão de sentido. Este artigo, que resulta de um trabalho de investigação em curso e de pesquisa de campo desenvolvido em Maputo junto da comunidade goesa migrante, é justamente uma reflexão sobre o papel da música, na comunidade goesa da Catembe, durante a Festa de São Pedro. A música, neste contexto, adquire duas dimensões: a religiosa e a secular embora ambas sejam desempenhadas no quadro de uma festividade religiosa. Na Catembre, as práticas e rituais religiosos servem também como forma de diferenciação em relação a outras comunidades, não professas da religião católica, uma vez que a comunidade goesa em Maputo se assume como católica, mesmo que mimeticamente construída. Os atos públicos resultantes destas práticas, acentuam essa diferença mas procuram ser também uma maneira de integração e diálogo com outras populações nos locais de acolhimento. A música, neste contexto, adquire força como forma de reunião entre goeses e também como performance da própria religião católica. |
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