Publicação
Extração de compostos bioativos de fontes vegetais utilizando solventes eutécticos
| Resumo: | Na última década, tem-se intensificado o estudo da utilização de líquidos iónicos e solventes eutécticos em diversos processos de separação e reação, podendo constituir em muitas aplicações, uma alternativa mais favorável aos solventes orgânicos voláteis. Neste trabalho, pretende-se estudar a aplicação de alguns destes solventes na extração de compostos fenólicos existentes em verduras. Como planta modelo, escolheu-se a espécie Asparagus acutifolius L., uma planta comestível, fonte de compostos bioativos nomeadamente 3-O-rutinósido de quercetina (rutina). Com base na revisão bibliográfica, foram selecionados solventes eutécticos compostos por cloreto de colina (CC) e um álcool (glicerol, etilenoglicol ou 1,2-propanodiol) ou um açúcar (glucose ou sacarose), com o objetivo de obter maiores rendimentos de extração de compostos fenólicos. Assim, numa primeira fase, foram testadas diversas combinações de solventes, fixando as restantes variáveis (razão sólido-líquido de 30 g/L, tempo de extração de 1 h e temperatura de 30 °C), obtendo-se o melhor rendimento de extração de rutina (4,84 mg/g) com o DES 1,2-propanodiol:CC, contendo 20 % de água, um valor superior ao rendimento obtido com um solvente convencional (metanol:água, 80:20, v/v). Testou-se ainda a utilização dos álcoois como solventes puros ou com 20 % de água, verificando-se que, nestas condições, a capacidade de extração de alguns álcoois (etileno glicol puro, 1,2-propanodiol + 20 % de água e etileno glicol + 20 % água) foi superior a qualquer um dos DES estudados. O álcool 1,2-propanodiol apresentou os melhores resultados (3,28 mg/g). Assim, posteriormente, efetuou-se a otimização do processo de extração com 1,2-propanodiol utilizando como variáveis independentes a temperatura, o tempo de extração, a fração mássica de água e a razão sólido-líquido. O rendimento ótimo (5,54 mg rutina/g planta) foi obtido efetuando a extração com 1,2-propanodiol, sem adição de água, à temperatura de 75 °C durante 85 minutos e razão sólido-líquido de 15 g/L. Por fim, o extrato foi caracterizado em termos de perfil fenólico, atividade antioxidante e confirmação de ausência de toxicidade. Desta forma, concluiu-se que o extrato obtido com o solvente 1,2-propanodiol apresentou menor atividade antioxidante, comparativamente com o solvente metanol:água (80:20, v/v). Por fim, os resultados da citotoxicidade em células normais revelam que o solvente 1,2-propanodiol (100 %) apresenta toxicidade, pelo que o extrato (dissolvido no solvente) também apresenta. No entanto, se utilizarmos o solvente numa concentração abaixo de 25 % a percentagem de inibição é inferior a 50 %, ou seja, a sua toxicidade é muito inferior. |
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| Autores principais: | Almeida, Fátima Daniela Ferreira |
| Assunto: | Solventes eutécticos Extração Compostos bioativos |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Na última década, tem-se intensificado o estudo da utilização de líquidos iónicos e solventes eutécticos em diversos processos de separação e reação, podendo constituir em muitas aplicações, uma alternativa mais favorável aos solventes orgânicos voláteis. Neste trabalho, pretende-se estudar a aplicação de alguns destes solventes na extração de compostos fenólicos existentes em verduras. Como planta modelo, escolheu-se a espécie Asparagus acutifolius L., uma planta comestível, fonte de compostos bioativos nomeadamente 3-O-rutinósido de quercetina (rutina). Com base na revisão bibliográfica, foram selecionados solventes eutécticos compostos por cloreto de colina (CC) e um álcool (glicerol, etilenoglicol ou 1,2-propanodiol) ou um açúcar (glucose ou sacarose), com o objetivo de obter maiores rendimentos de extração de compostos fenólicos. Assim, numa primeira fase, foram testadas diversas combinações de solventes, fixando as restantes variáveis (razão sólido-líquido de 30 g/L, tempo de extração de 1 h e temperatura de 30 °C), obtendo-se o melhor rendimento de extração de rutina (4,84 mg/g) com o DES 1,2-propanodiol:CC, contendo 20 % de água, um valor superior ao rendimento obtido com um solvente convencional (metanol:água, 80:20, v/v). Testou-se ainda a utilização dos álcoois como solventes puros ou com 20 % de água, verificando-se que, nestas condições, a capacidade de extração de alguns álcoois (etileno glicol puro, 1,2-propanodiol + 20 % de água e etileno glicol + 20 % água) foi superior a qualquer um dos DES estudados. O álcool 1,2-propanodiol apresentou os melhores resultados (3,28 mg/g). Assim, posteriormente, efetuou-se a otimização do processo de extração com 1,2-propanodiol utilizando como variáveis independentes a temperatura, o tempo de extração, a fração mássica de água e a razão sólido-líquido. O rendimento ótimo (5,54 mg rutina/g planta) foi obtido efetuando a extração com 1,2-propanodiol, sem adição de água, à temperatura de 75 °C durante 85 minutos e razão sólido-líquido de 15 g/L. Por fim, o extrato foi caracterizado em termos de perfil fenólico, atividade antioxidante e confirmação de ausência de toxicidade. Desta forma, concluiu-se que o extrato obtido com o solvente 1,2-propanodiol apresentou menor atividade antioxidante, comparativamente com o solvente metanol:água (80:20, v/v). Por fim, os resultados da citotoxicidade em células normais revelam que o solvente 1,2-propanodiol (100 %) apresenta toxicidade, pelo que o extrato (dissolvido no solvente) também apresenta. No entanto, se utilizarmos o solvente numa concentração abaixo de 25 % a percentagem de inibição é inferior a 50 %, ou seja, a sua toxicidade é muito inferior. |
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