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Análise crítica de estabilidade e estabilização de um talude por diferentes abordagens metodológicas

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Resumo:A análise de estabilidade de taludes é tradicionalmente baseada em abordagens determinísticas, que utilizam fatores globais de segurança. No entanto, essas metodologias não contemplam explicitamente a variabilidade dos parâmetros geotécnicos. Para superar essa limitação, abordagens semi-probabilísticas, como as preconizadas pelo Eurocódigo 7, e análises probabilísticas, como a Simulação de Monte Carlo, têm sido progressivamente incorporadas, proporcionando uma avaliação mais precisa da incerteza e da probabilidade de ruptura. Este estudo investiga a estabilidade de um talude situado na região sudeste do Brasil, comparando a abordagem determinística conforme a NBR 11682:2009, a abordagem semi-probabilística baseada nos coeficientes parciais de segurança do Eurocódigo 7 e a análise probabilística por meio da Simulação de Monte Carlo. A modelagem foi realizada empregando o método de Morgenstern & Price para determinação dos fatores de segurança. Os resultados indicam que a abordagem semi-probabilística do Eurocódigo 7 conduz a soluções mais conservadoras devido à aplicação de coeficientes parciais de segurança e à consideração de valores característicos reduzidos para os parâmetros geotécnicos. Por outro lado, a análise probabilística permite quantificar diretamente a probabilidade de falha e identificar regiões críticas. Independentemente da metodologia adotada, as análises apontam para um cenário de estabilidade crítica, evidenciando a necessidade de medidas estabilizadoras para garantir a segurança da estrutura. A comparação entre diferentes soluções de estabilização, como reperfilamento e cortinas de estacas, revela variações na eficácia estrutural conforme o método adotado, destacando a importância de uma abordagem integrada para a tomada de decisões em projetos geotécnicos. Conclui-se que a incorporação de análises probabilísticas, embora não obrigatória pelas normativas vigentes, oferece informações essenciais para um dimensionamento mais robusto e fundamentado. Assim, reforça-se a necessidade de que a prática da engenharia geotécnica transcenda a mera conformidade normativa, adotando uma abordagem holística que contemple aspectos técnicos, econômicos e logísticos na avaliação da estabilidade de taludes. Palavras-chave: Estabilidade de taludes;
Autores principais:Dias, Mário Henrique Costa
Assunto:Estabilidade de taludes Fatores globais Coeficientes parciais Análise probabilística
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A análise de estabilidade de taludes é tradicionalmente baseada em abordagens determinísticas, que utilizam fatores globais de segurança. No entanto, essas metodologias não contemplam explicitamente a variabilidade dos parâmetros geotécnicos. Para superar essa limitação, abordagens semi-probabilísticas, como as preconizadas pelo Eurocódigo 7, e análises probabilísticas, como a Simulação de Monte Carlo, têm sido progressivamente incorporadas, proporcionando uma avaliação mais precisa da incerteza e da probabilidade de ruptura. Este estudo investiga a estabilidade de um talude situado na região sudeste do Brasil, comparando a abordagem determinística conforme a NBR 11682:2009, a abordagem semi-probabilística baseada nos coeficientes parciais de segurança do Eurocódigo 7 e a análise probabilística por meio da Simulação de Monte Carlo. A modelagem foi realizada empregando o método de Morgenstern & Price para determinação dos fatores de segurança. Os resultados indicam que a abordagem semi-probabilística do Eurocódigo 7 conduz a soluções mais conservadoras devido à aplicação de coeficientes parciais de segurança e à consideração de valores característicos reduzidos para os parâmetros geotécnicos. Por outro lado, a análise probabilística permite quantificar diretamente a probabilidade de falha e identificar regiões críticas. Independentemente da metodologia adotada, as análises apontam para um cenário de estabilidade crítica, evidenciando a necessidade de medidas estabilizadoras para garantir a segurança da estrutura. A comparação entre diferentes soluções de estabilização, como reperfilamento e cortinas de estacas, revela variações na eficácia estrutural conforme o método adotado, destacando a importância de uma abordagem integrada para a tomada de decisões em projetos geotécnicos. Conclui-se que a incorporação de análises probabilísticas, embora não obrigatória pelas normativas vigentes, oferece informações essenciais para um dimensionamento mais robusto e fundamentado. Assim, reforça-se a necessidade de que a prática da engenharia geotécnica transcenda a mera conformidade normativa, adotando uma abordagem holística que contemple aspectos técnicos, econômicos e logísticos na avaliação da estabilidade de taludes. Palavras-chave: Estabilidade de taludes;