Publicação
Análise do comportamento cíclico de pórticos de concreto de altíssimo desempenho reforçado por fibras
| Resumo: | Este presente estudo traz a análise numérica do comportamento cíclico de um pórtico constituído por concreto de altíssimo desempenho reforçado por fibras (UHPFRC) através do software Midas Civil. O concreto de altíssimo desempenho (UHPC) surgiu na literatura através da pesquisa de Lerrard e Sedran em 1994 quando os pesquisadores otimizaram o traço do concreto de pós reativos (CRP) por meio do método de empacotamento de grãos e obtendo um concreto com a capacidade de atingir valores de resistência a compressão superiores a 150 MPa, porém foi notado que o UHPC apresenta uma frágil e brusca ruptura. A solução encontrada para o problema foi a adição de fibras se tornando assim o UHPFRC. O UHPFRC mantém uma elevada resistência a compressão com tenacidade e ductilidade maiores comparado ao UHPC, além de apresentar uma resistência a tração que pode chegar a valores superiores a 10 MPa. A análise do comportamento cíclico do pórtico de UHPFRC foi realizada simulando por meio de um modelo numérico o ensaio experimental realizado por Felicita Pires em 1990 no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) com um pórtico composto por concreto convencional. A simulação segue o mesmo carregamento e geometria do ensaio de Pires, porém atribuindo ao pórtico as leis constitutivas do UHPFRC através do modelo de fibras nas regiões onde se concentra o comportamento não-linear e o modulo de rigidez do UHPFRC nas regiões não plastificadas. Na análise foi observado um drástico aumento da força aplicada ao pórtico para se obter o mesmo padrão de descolamento e um atraso no surgimento de fissuras conservando um comportamento próximo ao elástico pelo dobro de ciclos quando comparado com o ensaio experimental com concreto convencional. A energia máxima acumulada na simulação foi de 34.490,76 KN.mm, superando por 41% o valor estimado para o ensaio realizado no LNEC. |
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| Autores principais: | Maciel, Luca Fonseca |
| Assunto: | UHPFRC Comportamento cíclico Análise não-linear e modelo de fibras |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Este presente estudo traz a análise numérica do comportamento cíclico de um pórtico constituído por concreto de altíssimo desempenho reforçado por fibras (UHPFRC) através do software Midas Civil. O concreto de altíssimo desempenho (UHPC) surgiu na literatura através da pesquisa de Lerrard e Sedran em 1994 quando os pesquisadores otimizaram o traço do concreto de pós reativos (CRP) por meio do método de empacotamento de grãos e obtendo um concreto com a capacidade de atingir valores de resistência a compressão superiores a 150 MPa, porém foi notado que o UHPC apresenta uma frágil e brusca ruptura. A solução encontrada para o problema foi a adição de fibras se tornando assim o UHPFRC. O UHPFRC mantém uma elevada resistência a compressão com tenacidade e ductilidade maiores comparado ao UHPC, além de apresentar uma resistência a tração que pode chegar a valores superiores a 10 MPa. A análise do comportamento cíclico do pórtico de UHPFRC foi realizada simulando por meio de um modelo numérico o ensaio experimental realizado por Felicita Pires em 1990 no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) com um pórtico composto por concreto convencional. A simulação segue o mesmo carregamento e geometria do ensaio de Pires, porém atribuindo ao pórtico as leis constitutivas do UHPFRC através do modelo de fibras nas regiões onde se concentra o comportamento não-linear e o modulo de rigidez do UHPFRC nas regiões não plastificadas. Na análise foi observado um drástico aumento da força aplicada ao pórtico para se obter o mesmo padrão de descolamento e um atraso no surgimento de fissuras conservando um comportamento próximo ao elástico pelo dobro de ciclos quando comparado com o ensaio experimental com concreto convencional. A energia máxima acumulada na simulação foi de 34.490,76 KN.mm, superando por 41% o valor estimado para o ensaio realizado no LNEC. |
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