Publicação
Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal em trabalhadores/as da administração pública após o aumento do horário de trabalho: estudo de famílias monoparentais
| Resumo: | O que se aborda neste trabalho é a questão de saber como é que as famílias monoparentais, que trabalham na Administração Pública, fazem a conciliação entre a sua vida familiar e a sua vida profissional, após a implementação da lei n.º 68/2013 de 29 de agosto, que ditou o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais. Para tal, selecionou-se para objeto de estudo um número de trabalhadoras e trabalhadores a exercer funções na Administração Pública com filhos pequenos e dependentes pertencentes a agregados monoparentais e biparentais. A recolha de informação qualitativa obteve-se através da realização de entrevistas semiestruturadas a dez elementos de agregados monoparentais e a dez de agregados nucleares, de ambos os sexos, de várias faixas etárias com filhos crianças ou jovens e no exercício de diferentes funções laborais. O tratamento dos dados foi agrupado por categorias temáticas e analisado comparativamente. Dos resultados obtidos foi possível extrair as seguintes conclusões: (1) existem poucas medidas de conciliação; (2) as medidas nem sempre são utilizadas, muitas vezes pelo receio em requerê-las por partes dos trabalhadores/as; (3) A alteração do horário de trabalho não teve em conta as dificuldades das famílias monoparentais; (4) não há uniformização quanto aos critérios de aplicação dos horários flexíveis na Administração Pública. Por último, destacamos a premência na criação de políticas públicas de maior incentivo à conciliação nas famílias monoparentais, de forma a que se trate igual o que é igual e diferente o que é diferente, atendendo aos novos fenómenos sociais que são já uma realidade e que o estado não deve esquecer, para assim termos famílias saudáveis o que significa ter uma sociedade mais equilibrada. |
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| Autores principais: | Afonso, Maria Teresa Azevedo |
| Assunto: | Política pública Monoparentalidade Conciliação trabalho-família Horário de trabalho Administração pública Public policy Single parenthood Reconciliation Working hours Public administration |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O que se aborda neste trabalho é a questão de saber como é que as famílias monoparentais, que trabalham na Administração Pública, fazem a conciliação entre a sua vida familiar e a sua vida profissional, após a implementação da lei n.º 68/2013 de 29 de agosto, que ditou o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais. Para tal, selecionou-se para objeto de estudo um número de trabalhadoras e trabalhadores a exercer funções na Administração Pública com filhos pequenos e dependentes pertencentes a agregados monoparentais e biparentais. A recolha de informação qualitativa obteve-se através da realização de entrevistas semiestruturadas a dez elementos de agregados monoparentais e a dez de agregados nucleares, de ambos os sexos, de várias faixas etárias com filhos crianças ou jovens e no exercício de diferentes funções laborais. O tratamento dos dados foi agrupado por categorias temáticas e analisado comparativamente. Dos resultados obtidos foi possível extrair as seguintes conclusões: (1) existem poucas medidas de conciliação; (2) as medidas nem sempre são utilizadas, muitas vezes pelo receio em requerê-las por partes dos trabalhadores/as; (3) A alteração do horário de trabalho não teve em conta as dificuldades das famílias monoparentais; (4) não há uniformização quanto aos critérios de aplicação dos horários flexíveis na Administração Pública. Por último, destacamos a premência na criação de políticas públicas de maior incentivo à conciliação nas famílias monoparentais, de forma a que se trate igual o que é igual e diferente o que é diferente, atendendo aos novos fenómenos sociais que são já uma realidade e que o estado não deve esquecer, para assim termos famílias saudáveis o que significa ter uma sociedade mais equilibrada. |
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