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Para bom cuidador, meio autocuidado não basta: Comportamentos e experiências de autocuidado dos cuidadores informais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Prestar cuidados a alguém próximo de forma recorrente, traduz-se em algo exigente do ponto de vista físico e psicológico. Nesse sentido, é importante que os cuidadores informais não se deixem a si próprios para último lugar. O autocuidado surge de diferentes formas, porém, tem um impacto positivo quando faz parte da equação dos cuidados. O presente tudo, de natureza qualitativa, teve como principais objetivos explorar as experiências de autocuidado dos cuidadores informais, identificando quais os comportamentos praticados. De igual modo, visou identificar quais as barreiras e facilitadores à prática desses mesmos comportamentos. Para dar resposta aos objetivos estabelecidos, foram realizadas 21 entrevistas semiestruturadas a cuidadores informais de pessoas adultas com relações conjugais, de ascendência ou laterais. Os dados recolhidos foram analisados recorrendo a análise de conteúdo e análise temática, o que resultou em 28 comportamentos e três temas principais: (1) experiências de autocuidado, (2) barreiras ao autocuidado, (3) facilitadores do autocuidado. Os participantes, na sua maioria, relataram um impacto positivo da prática de comportamentos de autocuidado em termos de saúde e bem-estar; por outro lado, quando existem constrangimentos à aplicação de estratégias e comportamentos de autocuidado, o impacto negativo também se faz sentir. No entanto, é notável que a pessoa cuidada costuma estar em primeiro lugar – em grande parte, devido à falta de recursos dos cuidadores.
Autores principais:Roque, Maria Beatriz Ferreira
Assunto:Cuidador informal Informal caregiver Autocuidado Experiências Facilitadores Barreiras Self-care Experiences Facilitators Barriers
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Prestar cuidados a alguém próximo de forma recorrente, traduz-se em algo exigente do ponto de vista físico e psicológico. Nesse sentido, é importante que os cuidadores informais não se deixem a si próprios para último lugar. O autocuidado surge de diferentes formas, porém, tem um impacto positivo quando faz parte da equação dos cuidados. O presente tudo, de natureza qualitativa, teve como principais objetivos explorar as experiências de autocuidado dos cuidadores informais, identificando quais os comportamentos praticados. De igual modo, visou identificar quais as barreiras e facilitadores à prática desses mesmos comportamentos. Para dar resposta aos objetivos estabelecidos, foram realizadas 21 entrevistas semiestruturadas a cuidadores informais de pessoas adultas com relações conjugais, de ascendência ou laterais. Os dados recolhidos foram analisados recorrendo a análise de conteúdo e análise temática, o que resultou em 28 comportamentos e três temas principais: (1) experiências de autocuidado, (2) barreiras ao autocuidado, (3) facilitadores do autocuidado. Os participantes, na sua maioria, relataram um impacto positivo da prática de comportamentos de autocuidado em termos de saúde e bem-estar; por outro lado, quando existem constrangimentos à aplicação de estratégias e comportamentos de autocuidado, o impacto negativo também se faz sentir. No entanto, é notável que a pessoa cuidada costuma estar em primeiro lugar – em grande parte, devido à falta de recursos dos cuidadores.