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Os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas: um laboratório de experimentação artivista

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Existe um dominante enquadramento da arte que limita o seu impacto social com base em critérios definidos e reproduzidos pelas elites culturais. As performances artivistas podem subverter essas relações de poder uma vez que incorporam a dissensão simbólica de forma interventiva no real. Possuem um potencial transformador — individual e coletivo — que alia a estética a uma ética e aproxima a arte à sociedade. Dentro dessa lógica, numa rotura de limites disciplinares entre arte, política e antropologia, desenvolvi a troika artivista OS NOSSOS SONHOS NÃO CABEM NAS VOSSAS URNAS, constituída por livro (Ensaio de Artivismo - Vídeo e Performance) + videoinstalação (exposta no MNAC - Museu do Chiado) + performance em 3 Actos (que começou com a ocupação artivista do MNAC - Museu do Chiado e se expandiu ao MNAA e ao Palácio Nacional da Ajuda, sede do poder público da Cultura em Portugal). O artigo apresenta a perspetiva autoral de todo um laboratório artístico e político onde se criaram formas artísticas que permitiram obter uma voz na esfera pública, constituindo os seus participantes em atores políticos de contestação ao status quo. Ao longo do texto revela-se como foi vivida a experiência in loco, demonstrando-se como a arte pode empoderar as pessoas e como o corpo é o medium mais democrático e universal para o executar. Após um profundo processo de questionamento do sistema das artes chega-se inevitavelmente a um questionamento do próprio lugar do artista na sociedade contemporânea.
Autores principais:Mourão, Rui
Assunto:Performance ativista Ativismo cultural Artivismo Afeção
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Existe um dominante enquadramento da arte que limita o seu impacto social com base em critérios definidos e reproduzidos pelas elites culturais. As performances artivistas podem subverter essas relações de poder uma vez que incorporam a dissensão simbólica de forma interventiva no real. Possuem um potencial transformador — individual e coletivo — que alia a estética a uma ética e aproxima a arte à sociedade. Dentro dessa lógica, numa rotura de limites disciplinares entre arte, política e antropologia, desenvolvi a troika artivista OS NOSSOS SONHOS NÃO CABEM NAS VOSSAS URNAS, constituída por livro (Ensaio de Artivismo - Vídeo e Performance) + videoinstalação (exposta no MNAC - Museu do Chiado) + performance em 3 Actos (que começou com a ocupação artivista do MNAC - Museu do Chiado e se expandiu ao MNAA e ao Palácio Nacional da Ajuda, sede do poder público da Cultura em Portugal). O artigo apresenta a perspetiva autoral de todo um laboratório artístico e político onde se criaram formas artísticas que permitiram obter uma voz na esfera pública, constituindo os seus participantes em atores políticos de contestação ao status quo. Ao longo do texto revela-se como foi vivida a experiência in loco, demonstrando-se como a arte pode empoderar as pessoas e como o corpo é o medium mais democrático e universal para o executar. Após um profundo processo de questionamento do sistema das artes chega-se inevitavelmente a um questionamento do próprio lugar do artista na sociedade contemporânea.