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Filantropia: As cozinhas económicas de Lisboa (1893-1911)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos finais do século XIX a assistência em Lisboa estendia-se por vários campos, desde a educação à saúde, passando pelo trabalho e alimentação, entre outros, providenciando em escalas diferentes o bem-estar quotidiano da população. As acções particulares extravasavam a acção do próprio Estado. A rede, ou as redes de assistência presentes em toda a cidade eram caracterizadas por uma geral desarticulação. No que concerne à assistência alimentar destaca-se o aparecimento da Sociedade Protectora das Cozinhas Económicas de Lisboa, cujo objectivo era promover a instalação de estabelecimentos próprios para fornecer uma alimentação saudável e abundante, para as classes operárias e menos abastadas, por preços acessíveis. Este projecto valorizou o plano, a organização e o sistema. Ao contrário da generalidade dos organismos assistenciais, as cozinhas económicas de Lisboa não pretendiam dar enquanto acto de caridade, mas sim vender e servir refeições enquanto acto moralizador das classes operárias, seguindo padrões de qualidade e higiene. Procedendo-se a uma análise das cozinhas económicas procura-se observar o impacto social da instituição entre a população de Lisboa.
Autores principais:Cordeiro, Ricardo Alexandre Forte
Assunto:Filantropia Alimentação -- Food Operário -- Worker Lisboa Philanthropy Lisbon
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Nos finais do século XIX a assistência em Lisboa estendia-se por vários campos, desde a educação à saúde, passando pelo trabalho e alimentação, entre outros, providenciando em escalas diferentes o bem-estar quotidiano da população. As acções particulares extravasavam a acção do próprio Estado. A rede, ou as redes de assistência presentes em toda a cidade eram caracterizadas por uma geral desarticulação. No que concerne à assistência alimentar destaca-se o aparecimento da Sociedade Protectora das Cozinhas Económicas de Lisboa, cujo objectivo era promover a instalação de estabelecimentos próprios para fornecer uma alimentação saudável e abundante, para as classes operárias e menos abastadas, por preços acessíveis. Este projecto valorizou o plano, a organização e o sistema. Ao contrário da generalidade dos organismos assistenciais, as cozinhas económicas de Lisboa não pretendiam dar enquanto acto de caridade, mas sim vender e servir refeições enquanto acto moralizador das classes operárias, seguindo padrões de qualidade e higiene. Procedendo-se a uma análise das cozinhas económicas procura-se observar o impacto social da instituição entre a população de Lisboa.