Publicação
“Vinte passos em frente”: Reflexões sobre a potencial inclusão das trabalhadoras do sexo no campo português de combate ao tráfico
| Resumo: | Nas últimas décadas, o combate ao tráfico de pessoas implicou a implementação de importantes instrumentos jurídicos multilaterais e o envolvimento de vários atores, tanto estatais quanto não estatais, incluindo organizações não governamentais. Contudo, os entendimentos sobre que é o tráfico – historicamente vinculado à prostituição – e as políticas para lhe fazer frente continuam a ser objeto de controvérsia, moldados pelos diferentes contextos geográficos e temporais, bem como pelas dinâmicas de poder entre os diversos atores do antitráfico. Em Portugal, as políticas de combate ao tráfico seguem as tendências internacionais, abordando o tráfico sobretudo como um problema criminal e de migração, o que se traduz numa abordagem securitária punitiva que limita a participação substancial da sociedade civil, em especial das/os trabalhadoras/es do sexo e das suas organizações. Este estudo mobiliza sete entrevistas semiestruturadas para explorar a interação entre uma organização portuguesa de trabalhadoras/es do sexo e o campo de combate ao tráfico, focando-se as suas experiências, perceções, orientações ideológicas e reivindicações. Analisa as suas conceções de tráfico, os métodos e canais que acionam para lidar com situações que possam ser consideradas tráfico, bem como as suas posições em relação ao paradigma atual de combate ao tráfico no país. Também explora a relação entre o Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo e a European Sex Workers’ Rights Alliance, com o objetivo de examinar até que ponto esta rede europeia pode influenciar o discurso e as ações da organização portuguesa e contribuir para a sua legitimação no contexto nacional. |
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| Autores principais: | Chasqueira, João Tomás de Oliveira Fernandes Mendes |
| Assunto: | Tráfico de pessoas Antitráfico Campo de combate ao tráfico Organizações de trabalhadoras/es do sexo Trabalho sexual Human trafficking Counter-trafficking Counter-trafficking field Sex worker organisations Sex work |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Nas últimas décadas, o combate ao tráfico de pessoas implicou a implementação de importantes instrumentos jurídicos multilaterais e o envolvimento de vários atores, tanto estatais quanto não estatais, incluindo organizações não governamentais. Contudo, os entendimentos sobre que é o tráfico – historicamente vinculado à prostituição – e as políticas para lhe fazer frente continuam a ser objeto de controvérsia, moldados pelos diferentes contextos geográficos e temporais, bem como pelas dinâmicas de poder entre os diversos atores do antitráfico. Em Portugal, as políticas de combate ao tráfico seguem as tendências internacionais, abordando o tráfico sobretudo como um problema criminal e de migração, o que se traduz numa abordagem securitária punitiva que limita a participação substancial da sociedade civil, em especial das/os trabalhadoras/es do sexo e das suas organizações. Este estudo mobiliza sete entrevistas semiestruturadas para explorar a interação entre uma organização portuguesa de trabalhadoras/es do sexo e o campo de combate ao tráfico, focando-se as suas experiências, perceções, orientações ideológicas e reivindicações. Analisa as suas conceções de tráfico, os métodos e canais que acionam para lidar com situações que possam ser consideradas tráfico, bem como as suas posições em relação ao paradigma atual de combate ao tráfico no país. Também explora a relação entre o Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo e a European Sex Workers’ Rights Alliance, com o objetivo de examinar até que ponto esta rede europeia pode influenciar o discurso e as ações da organização portuguesa e contribuir para a sua legitimação no contexto nacional. |
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