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Marvila no mês de junho: território, sociabilidades e identidade num bairro de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho pretende demonstrar o modo como as Marchas Populares de Lisboa se assumem como performances culturais que configuram a identidade dos bairros que representam. Este estudo centra-se em Marvila, uma freguesia periférica que não ocupa um lugar de destaque na hierarquia mítica do imaginário lisboeta (Cordeiro, 1997:21) mas cuja zona histórica corresponde a uma das áreas mais antigas da cidade. Sendo que esta pesquisa se foca na temática da identidade do bairro e no modo como esta é construída através da história do lugar, das redes de sociabilidade que se estabelecem entre a população que nele habita, e das tradições e rituais que se assumem como práticas representativas destas comunidades, esta dissertação começa por abordar o passado histórico do território marvilense, um vale de muitas e aprazíveis hortas que no século XIX foi transformado pela industrialização. Seguidamente, apresenta a Sociedade Musical 3 d'Agosto, a coletividade que organiza a Marcha de Marvila, que dinamiza a vida sociocultural da população do bairro e que se constitui, por isso, como um palco privilegiado de sociabilidades diversas. Por último, esta pesquisa pretende demonstrar como as várias direções desta associação se empenharam em representar na marcha o imaginário da cidade de Lisboa, as tradições de Santo António e, especialmente, a história do bairro e as vivências das comunidades que ao longo dos anos habitaram o território, preservando, deste modo, a memória coletiva dos marvilenses.
Autores principais:Sousa, Patricia Oliveira Rodrigues de
Assunto:Marvila Bairrismo Identidade Marchas populares Lisboa Sociabilidades Localism Identity Popular marches Lisbon Sociability
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O presente trabalho pretende demonstrar o modo como as Marchas Populares de Lisboa se assumem como performances culturais que configuram a identidade dos bairros que representam. Este estudo centra-se em Marvila, uma freguesia periférica que não ocupa um lugar de destaque na hierarquia mítica do imaginário lisboeta (Cordeiro, 1997:21) mas cuja zona histórica corresponde a uma das áreas mais antigas da cidade. Sendo que esta pesquisa se foca na temática da identidade do bairro e no modo como esta é construída através da história do lugar, das redes de sociabilidade que se estabelecem entre a população que nele habita, e das tradições e rituais que se assumem como práticas representativas destas comunidades, esta dissertação começa por abordar o passado histórico do território marvilense, um vale de muitas e aprazíveis hortas que no século XIX foi transformado pela industrialização. Seguidamente, apresenta a Sociedade Musical 3 d'Agosto, a coletividade que organiza a Marcha de Marvila, que dinamiza a vida sociocultural da população do bairro e que se constitui, por isso, como um palco privilegiado de sociabilidades diversas. Por último, esta pesquisa pretende demonstrar como as várias direções desta associação se empenharam em representar na marcha o imaginário da cidade de Lisboa, as tradições de Santo António e, especialmente, a história do bairro e as vivências das comunidades que ao longo dos anos habitaram o território, preservando, deste modo, a memória coletiva dos marvilenses.