Publicação

A cidade na encruzilhada: novas realidades e novos desafios para a cidade europeia contemporânea

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O advento de um novo paradigma de representação informacional e cultural (após dois séculos de desenvolvimento e de cristalização do paradigma industrial, e por conseguinte social) tem provocado significativas mutações na sociedade e no planeta. Tais mutações, confrontando sistemas e estruturas socio-políticas demoradamente consolidadas, transportam consigo estados de grande desconforto e mesmo de manifesta crise em múltiplos sistemas de governação. A dificuldade de reacção por parte das instituições tem sido inclusive correspondida (com ou sem propósito) por múltiplas apropriações da acção pública. Ao mesmo tempo, porém, surgem uma série de novas oportunidades sociais e políticas. O novo paradigma, fortemente baseado na composição e na produção das estruturas informacionais e culturais, é particularmente manifesto nas cidades, mais uma vez esteio primeiro da evolução civilizacional. Com este pano de fundo, sistematiza-se um quadro do estado-da-arte da cidade contemporânea (designadamente, da cidade europeia contemporânea) por sete pontos: posição, competitividade, imagética, expressão física, personalidade, intranquilidade e esperança. Através destes sete pontos, as propostas posicionam-se no sentido de se desenvolverem (também novas) estruturas de regulação mas, especialmente, estruturas de acção (socio- política) de sentido mais colectivo, perante as novas realidades e os novos desafios.
Autores principais:Seixas, João
Assunto:Cidade Novo paradigma Política urbana
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O advento de um novo paradigma de representação informacional e cultural (após dois séculos de desenvolvimento e de cristalização do paradigma industrial, e por conseguinte social) tem provocado significativas mutações na sociedade e no planeta. Tais mutações, confrontando sistemas e estruturas socio-políticas demoradamente consolidadas, transportam consigo estados de grande desconforto e mesmo de manifesta crise em múltiplos sistemas de governação. A dificuldade de reacção por parte das instituições tem sido inclusive correspondida (com ou sem propósito) por múltiplas apropriações da acção pública. Ao mesmo tempo, porém, surgem uma série de novas oportunidades sociais e políticas. O novo paradigma, fortemente baseado na composição e na produção das estruturas informacionais e culturais, é particularmente manifesto nas cidades, mais uma vez esteio primeiro da evolução civilizacional. Com este pano de fundo, sistematiza-se um quadro do estado-da-arte da cidade contemporânea (designadamente, da cidade europeia contemporânea) por sete pontos: posição, competitividade, imagética, expressão física, personalidade, intranquilidade e esperança. Através destes sete pontos, as propostas posicionam-se no sentido de se desenvolverem (também novas) estruturas de regulação mas, especialmente, estruturas de acção (socio- política) de sentido mais colectivo, perante as novas realidades e os novos desafios.