Publicação
Recuperação de crédito em incumprimento no setor bancário: crédito à habitação concedido a particulares
| Resumo: | Pretende-se com esta dissertação analisar os fatores que permitem às instituições financeiras obter uma taxa de recuperação do crédito em incumprimento mais elevada, reduzindo assim o risco de crédito a que estão sujeitas. Para estudar esta questão são considerados um conjunto de 50.264 empréstimos que entraram em incumprimento entre Janeiro de 2008 e Dezembro de 2014. A questão das facilidades, ou não, na concessão de crédito e o respetivo risco incorrido pelos bancos tem ganho cada vez mais importância desde a crise financeira de 2007/2008. Tornou-se claro, desde então, que os bancos não estavam a ser eficientes na atividade de avaliação do risco de crédito. Uma forma muito simples de entender a gravidade desta questão é a seguinte: se um banco registar perdas superiores aquelas para as quais estava preparado, poderá verificar-se uma quebra na concessão de crédito ou até um aumento da incerteza sobre a solvabilidade dos bancos; devido à relação de interdependência entre os mesmos, a possível insolvência de uma instituição pode provocar a insolvência de outra (efeito dominó), originando uma crise de confiança e de liquidez. De forma a garantir a estabilidade do sistema financeiro, torna-se fundamental que as suas instituições sejam criteriosas no momento de concessão do crédito permitindo desse modo não só reduzir o risco dos clientes não pagarem o dinheiro que lhes é emprestado, como também aumentar as perspetivas de recuperação do crédito em incumprimento, quando for esse o caso. Constatou-se, com base nos dados analisados, que variáveis explicativas como a EAD, a Dummy do emprego, o tempo despendido no processo de recuperação, o rácio LTV, o prazo inicial do empréstimo à habitação, a taxa de juro e o grau de risco interno dos clientes são estatisticamente significativas na explicação da taxa de recuperação e que também o sinal da relação da maioria destes fatores explicativos com a variável dependente foi o esperado. |
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| Autores principais: | Fernandes, Sérgio Filipe Peliano |
| Assunto: | Economia financeira Crédito à habitação Crise económica Banca Risco de crédito Financial institutions Credit risk Defaulted credit Crisis Recovery rate |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Pretende-se com esta dissertação analisar os fatores que permitem às instituições financeiras obter uma taxa de recuperação do crédito em incumprimento mais elevada, reduzindo assim o risco de crédito a que estão sujeitas. Para estudar esta questão são considerados um conjunto de 50.264 empréstimos que entraram em incumprimento entre Janeiro de 2008 e Dezembro de 2014. A questão das facilidades, ou não, na concessão de crédito e o respetivo risco incorrido pelos bancos tem ganho cada vez mais importância desde a crise financeira de 2007/2008. Tornou-se claro, desde então, que os bancos não estavam a ser eficientes na atividade de avaliação do risco de crédito. Uma forma muito simples de entender a gravidade desta questão é a seguinte: se um banco registar perdas superiores aquelas para as quais estava preparado, poderá verificar-se uma quebra na concessão de crédito ou até um aumento da incerteza sobre a solvabilidade dos bancos; devido à relação de interdependência entre os mesmos, a possível insolvência de uma instituição pode provocar a insolvência de outra (efeito dominó), originando uma crise de confiança e de liquidez. De forma a garantir a estabilidade do sistema financeiro, torna-se fundamental que as suas instituições sejam criteriosas no momento de concessão do crédito permitindo desse modo não só reduzir o risco dos clientes não pagarem o dinheiro que lhes é emprestado, como também aumentar as perspetivas de recuperação do crédito em incumprimento, quando for esse o caso. Constatou-se, com base nos dados analisados, que variáveis explicativas como a EAD, a Dummy do emprego, o tempo despendido no processo de recuperação, o rácio LTV, o prazo inicial do empréstimo à habitação, a taxa de juro e o grau de risco interno dos clientes são estatisticamente significativas na explicação da taxa de recuperação e que também o sinal da relação da maioria destes fatores explicativos com a variável dependente foi o esperado. |
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