Publicação
Atitudes face a intervenções governamentais destinadas a reduzir o consumo de açúcar em Portugal
| Resumo: | Atualmente, o consumo excessivo de açúcares é um problema de saúde pública. Esta prática, é característica de hábitos alimentares pouco saudáveis, contribuindo para o desenvolvimento de doenças crónicas, de saúde oral e ganho de peso. Dada a prevalência de excesso de peso e de consumo excessivo de açúcar na população portuguesa, é urgente a intervenção. Para este efeito, o governo tem estabelecido políticas para reduzir o consumo de açúcar, como a aplicação de impostos, restrições de marketing, redução da disponibilidade de géneros alimentícios ou campanhas de consciencialização pública. Porém, implementar políticas no domínio público requer a consideração da aceitação pública, caso contrário pode provocar uma avaliação desfavorável e, consequentemente, uma resposta forte com prejuízos na eficácia da medida. Assim, através da aplicação de um questionário online (n = 1010, 76,7% sexo feminino, MIdade = 36,33; DP = 13,22), pedimos aos participantes que indicassem as intervenções para redução do consumo de açúcar aplicadas em Portugal que recordam, e que reportassem as atitudes face a um conjunto de intervenções governamentais (escalas de 7 pontos). Os resultados demonstraram que a taxação é a medida espontaneamente mais evocada, que as intervenções menos intrusivas obtiveram maior apoio (e.g., rótulos com informação nutricional, campanhas de saúde pública) e que a aceitação variou em função de algumas características individuais (e.g., maior aceitação em mulheres e participantes mais velhos). Estas evidências pretendem contribuir para o planeamento e adequação de intervenções futuras nesta área. |
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| Autores principais: | Pais, Hugo Miguel Maurício |
| Assunto: | Açúcar -- Sugar Saúde pública Intervenção do estado Aceitação pública Public health Public policies Public acceptance Psicologia social Consumo -- Consumption Portugal |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Atualmente, o consumo excessivo de açúcares é um problema de saúde pública. Esta prática, é característica de hábitos alimentares pouco saudáveis, contribuindo para o desenvolvimento de doenças crónicas, de saúde oral e ganho de peso. Dada a prevalência de excesso de peso e de consumo excessivo de açúcar na população portuguesa, é urgente a intervenção. Para este efeito, o governo tem estabelecido políticas para reduzir o consumo de açúcar, como a aplicação de impostos, restrições de marketing, redução da disponibilidade de géneros alimentícios ou campanhas de consciencialização pública. Porém, implementar políticas no domínio público requer a consideração da aceitação pública, caso contrário pode provocar uma avaliação desfavorável e, consequentemente, uma resposta forte com prejuízos na eficácia da medida. Assim, através da aplicação de um questionário online (n = 1010, 76,7% sexo feminino, MIdade = 36,33; DP = 13,22), pedimos aos participantes que indicassem as intervenções para redução do consumo de açúcar aplicadas em Portugal que recordam, e que reportassem as atitudes face a um conjunto de intervenções governamentais (escalas de 7 pontos). Os resultados demonstraram que a taxação é a medida espontaneamente mais evocada, que as intervenções menos intrusivas obtiveram maior apoio (e.g., rótulos com informação nutricional, campanhas de saúde pública) e que a aceitação variou em função de algumas características individuais (e.g., maior aceitação em mulheres e participantes mais velhos). Estas evidências pretendem contribuir para o planeamento e adequação de intervenções futuras nesta área. |
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