Publicação
Pluralidade de itinerários terapêuticos na gestão da obesidade
| Resumo: | De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é um problema de saúde mundial e está em franca expansão. O presente projeto centra-se na obesidade como objeto sociológico, designadamente nas formas como esta é gerida pelos indivíduos com excesso de peso ou com obesidade. Pretende-se compreender a pluralidade de itinerários terapêuticos na gestão da obesidade tendo em conta um contexto marcado por um discurso público de combate à obesidade, quer como problema de saúde, quer como atributo socialmente estigmatizante. A obesidade foi objeto de um processo de medicalização, o que implica que tenha passado a ser classificada como doença através de um diagnóstico médico. Do ponto de vista médico, a obesidade constitui um fator de risco para o surgimento de diversas patologias. Associado à medicalização está também o conceito de farmacologização. Verifica-se um proliferar de medicamentos, suplementos alimentares, programas e aconselhamentos nutricionais, para atingir o peso ideal. Estas intervenções ocorrem num quadro de responsabilização individual, sendo os indivíduos responsabilizados pela sua forma física e convidados a aderir a estilos de vida classificados como saudáveis. Face à diversidade de recursos terapêuticos e não terapêuticos para a gestão da obesidade, interessa perceber os itinerários dos indivíduos nessa gestão, quer nas suas práticas, quer nos sentidos que investem nessas práticas, bem como as decisões que vão tomando de acordo com a avaliação do risco e da eficácia. A estratégia de investigação utilizada é qualitativa, tendo sido realizadas entrevistas semi-diretivas a 40 indivíduos com obesidade ou excesso de peso no presente ou no passado. |
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| Autores principais: | Pires, Helena Maria Soares Teixeira |
| Assunto: | Farmacologização Farmacologia Risco Itinerários terapêuticos Estigma social Obesidade -- Obesity Medicalisation Pharmaceuticalisation Risco -- Risk Therapeutic itinerary Social stigma |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é um problema de saúde mundial e está em franca expansão. O presente projeto centra-se na obesidade como objeto sociológico, designadamente nas formas como esta é gerida pelos indivíduos com excesso de peso ou com obesidade. Pretende-se compreender a pluralidade de itinerários terapêuticos na gestão da obesidade tendo em conta um contexto marcado por um discurso público de combate à obesidade, quer como problema de saúde, quer como atributo socialmente estigmatizante. A obesidade foi objeto de um processo de medicalização, o que implica que tenha passado a ser classificada como doença através de um diagnóstico médico. Do ponto de vista médico, a obesidade constitui um fator de risco para o surgimento de diversas patologias. Associado à medicalização está também o conceito de farmacologização. Verifica-se um proliferar de medicamentos, suplementos alimentares, programas e aconselhamentos nutricionais, para atingir o peso ideal. Estas intervenções ocorrem num quadro de responsabilização individual, sendo os indivíduos responsabilizados pela sua forma física e convidados a aderir a estilos de vida classificados como saudáveis. Face à diversidade de recursos terapêuticos e não terapêuticos para a gestão da obesidade, interessa perceber os itinerários dos indivíduos nessa gestão, quer nas suas práticas, quer nos sentidos que investem nessas práticas, bem como as decisões que vão tomando de acordo com a avaliação do risco e da eficácia. A estratégia de investigação utilizada é qualitativa, tendo sido realizadas entrevistas semi-diretivas a 40 indivíduos com obesidade ou excesso de peso no presente ou no passado. |
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