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Real Virtual: deambular pela cidade
| Resumo: | O conceito de ‘Unidade de vizinhança’ (Neighborhood Unit) foi criado pelo sociólogo e urbanista americano Clarence Arthur Perry nos inícios do século XX, e propunha que a Escola fosse o centro de uma comunidade residencial, defendendo que a distância que uma criança percorreria até à escola não deveria ser mais longa que 400m-800m. Em Lisboa a Freguesia de Alvalade agrega a Cidade Universitária de Lisboa, o Museu da Cidade de Lisboa, o ISCTEIUL – Instituto Universitário de Lisboa, e o Bairro de Alvalade, cujo Plano desenhado nos anos 40 do séc. XX pelo arquitecto urbanista João Guilherme Faria da Costa, aplica o conceito de unidade de vizinhança nas 8 células que constituem o bairro. Tomando esta Freguesia e este Bairro como objecto de estudo e assumindo o tecido urbano e a arquitectura como geradores de valor social, económico e cultural, tomamos de empréstimo o conceito de ‘Unidade de vizinhança’ e propomos a sua aplicação na área do Turismo, passando a ser o Hotel o novo centro das distâncias percorríveis a pé, e a partir do qual, caminando, se descobre o Bairro e a cidade. Para concretizar este objectivo foi realizada uma investigação e um trabalho de campo no Bairro de Alvalade que permitiu seleccionar e mapear traçados urbanos, pré-existências rurais, arquitecturas e artes integradas, que configuram a criação de múltiplos itinerários, acessíveis e selecionáveis a partir do Hotel utilizando uma aplicação descarregada no telemóvel. Esta estratégia deverá ainda estar associada à produção de múltiplas plataformas digitais, e terá como público-alvo, turistas, estudantes Erasmus e habitantes, podendo ser replicada noutros bairros. Pretende-se assim explorar o sentido do caminhar e do deambular, descobrindo vidas passadas insuspeitas da cidade, valorizando a cidade banal, cruzando a história, as artes e as viagens do olhar, e conhecendo a imagética e a identidade do Bairro. |
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| Autores principais: | André, P. |
| Outros Autores: | Francisco, J. |
| Assunto: | Unidade de vizinhança Hotel Bairro Deambular |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O conceito de ‘Unidade de vizinhança’ (Neighborhood Unit) foi criado pelo sociólogo e urbanista americano Clarence Arthur Perry nos inícios do século XX, e propunha que a Escola fosse o centro de uma comunidade residencial, defendendo que a distância que uma criança percorreria até à escola não deveria ser mais longa que 400m-800m. Em Lisboa a Freguesia de Alvalade agrega a Cidade Universitária de Lisboa, o Museu da Cidade de Lisboa, o ISCTEIUL – Instituto Universitário de Lisboa, e o Bairro de Alvalade, cujo Plano desenhado nos anos 40 do séc. XX pelo arquitecto urbanista João Guilherme Faria da Costa, aplica o conceito de unidade de vizinhança nas 8 células que constituem o bairro. Tomando esta Freguesia e este Bairro como objecto de estudo e assumindo o tecido urbano e a arquitectura como geradores de valor social, económico e cultural, tomamos de empréstimo o conceito de ‘Unidade de vizinhança’ e propomos a sua aplicação na área do Turismo, passando a ser o Hotel o novo centro das distâncias percorríveis a pé, e a partir do qual, caminando, se descobre o Bairro e a cidade. Para concretizar este objectivo foi realizada uma investigação e um trabalho de campo no Bairro de Alvalade que permitiu seleccionar e mapear traçados urbanos, pré-existências rurais, arquitecturas e artes integradas, que configuram a criação de múltiplos itinerários, acessíveis e selecionáveis a partir do Hotel utilizando uma aplicação descarregada no telemóvel. Esta estratégia deverá ainda estar associada à produção de múltiplas plataformas digitais, e terá como público-alvo, turistas, estudantes Erasmus e habitantes, podendo ser replicada noutros bairros. Pretende-se assim explorar o sentido do caminhar e do deambular, descobrindo vidas passadas insuspeitas da cidade, valorizando a cidade banal, cruzando a história, as artes e as viagens do olhar, e conhecendo a imagética e a identidade do Bairro. |
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