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La cultura en las estrategias de transformación social urbanística de las ciudades: Barcelona, del modelo al espectáculo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As reflexões que a partir de 1990 surgem em torno da cultura como elemento de poder abrem as portas para a compreensão da sua importância na transformação que actualmente experimentam os espaços urbanos. Num período de mudança das formas e dos modos de regulação, a cultura aparece como um instrumento de poder que, através de diferentes definições, facilita e legitima a referida transição. Desde o princípio dos anos 80 que a cidade de Barcelona é pensada a partir da construção de uma política urbana que se fundamenta em dois pilares: a transformação urbanística e a produção de imagens. A linguagem da cultura e o papel dos espaços públicos convertem-se em estratégias urbanas que transformam mmfologicamente a cidade e criam imagens capazes de aglutinar a cidadania: esta política urbana passa a ser a própria imagem da cidade. Numa segunda etapa os requisitos da iniciativa privada são muito maiores e mais evidentes e surge o paradoxo de que aquele "modelo Barcelona" da etapa olímpica não se cumpre na cidade que o criou. Abre-se também uma aparente aposta para uma cidade multicultural que não deixa de ser senão uma imagem funcional utilizada para evitar o conflito e banalizar a diferença.
Autores principais:Mas, Abel Albet i
Assunto:Cultura Política cultural Política urbana Urbanismo Produção de imagens
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:espanhol
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:As reflexões que a partir de 1990 surgem em torno da cultura como elemento de poder abrem as portas para a compreensão da sua importância na transformação que actualmente experimentam os espaços urbanos. Num período de mudança das formas e dos modos de regulação, a cultura aparece como um instrumento de poder que, através de diferentes definições, facilita e legitima a referida transição. Desde o princípio dos anos 80 que a cidade de Barcelona é pensada a partir da construção de uma política urbana que se fundamenta em dois pilares: a transformação urbanística e a produção de imagens. A linguagem da cultura e o papel dos espaços públicos convertem-se em estratégias urbanas que transformam mmfologicamente a cidade e criam imagens capazes de aglutinar a cidadania: esta política urbana passa a ser a própria imagem da cidade. Numa segunda etapa os requisitos da iniciativa privada são muito maiores e mais evidentes e surge o paradoxo de que aquele "modelo Barcelona" da etapa olímpica não se cumpre na cidade que o criou. Abre-se também uma aparente aposta para uma cidade multicultural que não deixa de ser senão uma imagem funcional utilizada para evitar o conflito e banalizar a diferença.