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Cidadania e autoridade na escola pública democrática

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Resumo:A discussão sobre a escola pública na atual sociedade democrática inscreve-se em várias frentes e os discursos que vão sendo produzidos descrevem-na mais facilmente pelo que não é, comparada com a escola do passado, do que pelo que é, registando-se alguma dificuldade na atualização do seu perfil de acordo com as novas exigências a que tem sido submetida. Ela assume quase tantos rostos quantos os agentes que a procuram, buscando-lhe sentidos e atribuindo-lhe mandatos – o Estado, os políticos, os professores, os alunos, as famílias, o mercado de emprego, os media. A sua missão já não se resume à tríade do ler, escrever e contar, nem a um conjunto de aprendizagens profissionais diretamente relacionadas com o mundo do trabalho. Supõe-se também que ela forme cidadãos participativos, informados, competentes, solidários e responsáveis. A inquietação, ditada pelo registo de alguns discursos sobre a “suposta” falta de rigor da escola democrática, levou-nos a requestionar o lugar da escola pública na sociedade democrática e a querer conhecer as opiniões de um dos grupos diretamente envolvidos no processo de ensino-aprendizagem: os diretores de turma. Várias foram as questões que se nos colocaram: qual é o papel da escola pública numa sociedade democrática, todos os dias (re)construída (re)pensada, questionada? Como é que os professores perspetivam o seu papel enquanto agentes dessa escola? Que conceções têm de escola pública, de democracia, de cidadania e de autoridade?
Autores principais:Silva, Cristina Gomes da
Assunto:Cidadania Escola pública Democracia Autoridade Professores Citizenship Public school Democracy Authority Teachers
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A discussão sobre a escola pública na atual sociedade democrática inscreve-se em várias frentes e os discursos que vão sendo produzidos descrevem-na mais facilmente pelo que não é, comparada com a escola do passado, do que pelo que é, registando-se alguma dificuldade na atualização do seu perfil de acordo com as novas exigências a que tem sido submetida. Ela assume quase tantos rostos quantos os agentes que a procuram, buscando-lhe sentidos e atribuindo-lhe mandatos – o Estado, os políticos, os professores, os alunos, as famílias, o mercado de emprego, os media. A sua missão já não se resume à tríade do ler, escrever e contar, nem a um conjunto de aprendizagens profissionais diretamente relacionadas com o mundo do trabalho. Supõe-se também que ela forme cidadãos participativos, informados, competentes, solidários e responsáveis. A inquietação, ditada pelo registo de alguns discursos sobre a “suposta” falta de rigor da escola democrática, levou-nos a requestionar o lugar da escola pública na sociedade democrática e a querer conhecer as opiniões de um dos grupos diretamente envolvidos no processo de ensino-aprendizagem: os diretores de turma. Várias foram as questões que se nos colocaram: qual é o papel da escola pública numa sociedade democrática, todos os dias (re)construída (re)pensada, questionada? Como é que os professores perspetivam o seu papel enquanto agentes dessa escola? Que conceções têm de escola pública, de democracia, de cidadania e de autoridade?