Publicação
Percepções dos recrutadores e empregadores acerca de desempregados de longa duração
| Resumo: | O mercado de trabalho não é uma realidade imune às distinções sociais. Nele se produzem fortes desigualdades nas formas de integração profissional, que vitimizam os indivíduos por discriminação e preconceito em função das propriedades dos grupos a que pertencem. A presente investigação, de índole qualitativa aborda a questão do acesso ao mercado de trabalho daqueles que estão privados ou depreciados em relação a obtenção de emprego. Procurou-se assim apurar se, a permanência do desemprego em situação prolongada e superior a um ano (desemprego de longa duração), apresenta limitações no acesso e na reocupação profissional. Neste sentido, procurou-se, por intermédio de entrevistas semi-estruturadas e individuais, aceder às representações de empregadores e técnicos de recrutamento e selecção sobre os desempregados de longa duração e averiguar se essas percepções se reflectem em comportamentos de exclusão. Tornou-se objectivo do presente estudo também comparar as representações entre empregadores e recrutadores e perceber qual das entidades revela um discurso menos estereotipado. No geral, os participantes revelaram atitudes desfavoráveis à contratação de desempregados de longa duração, tendo sido mais expressivas nos recrutadores ao contrário do esperado e sustentado pelos estudos de Meager e Metcaf (1987). Os resultados permitem assim inferir que propensão do desempregado de longa duração à obtenção de reinserção profissional é limitada e consequência das crenças e valores pessoais dos agentes de emprego. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Tatiana Joy |
| Assunto: | Emprego -- Employment Desempregado de longa duração Estereótipo Discriminação -- Discrimination Long-term unemployed Stereotypes |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O mercado de trabalho não é uma realidade imune às distinções sociais. Nele se produzem fortes desigualdades nas formas de integração profissional, que vitimizam os indivíduos por discriminação e preconceito em função das propriedades dos grupos a que pertencem. A presente investigação, de índole qualitativa aborda a questão do acesso ao mercado de trabalho daqueles que estão privados ou depreciados em relação a obtenção de emprego. Procurou-se assim apurar se, a permanência do desemprego em situação prolongada e superior a um ano (desemprego de longa duração), apresenta limitações no acesso e na reocupação profissional. Neste sentido, procurou-se, por intermédio de entrevistas semi-estruturadas e individuais, aceder às representações de empregadores e técnicos de recrutamento e selecção sobre os desempregados de longa duração e averiguar se essas percepções se reflectem em comportamentos de exclusão. Tornou-se objectivo do presente estudo também comparar as representações entre empregadores e recrutadores e perceber qual das entidades revela um discurso menos estereotipado. No geral, os participantes revelaram atitudes desfavoráveis à contratação de desempregados de longa duração, tendo sido mais expressivas nos recrutadores ao contrário do esperado e sustentado pelos estudos de Meager e Metcaf (1987). Os resultados permitem assim inferir que propensão do desempregado de longa duração à obtenção de reinserção profissional é limitada e consequência das crenças e valores pessoais dos agentes de emprego. |
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